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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

RECONCILIAÇÃO.

      Buscar a reconciliação com a nossa história ou com outra pessoa penso não ser fácil. Temos a tendência à apontar os erros dos outros do que reconhecermos os nossos. Até por que para isso precisaremos, antes de tudo, aceitar que cometemos algum deslize na relação. Uma vez que aceitamos poderemos dar o próximo passo em direção da tão sonhada reconciliação, quiçá mútua, e melhorar os nossos relacionamentos.

     

      Contudo, aceitarmos que não somos perfeitos, que em algum momento da nossa vida magoamos, traímos , ferimos, provocamos alguma ação indevida que acabou resvalando em alguém e prejudicando não somente essa pessoa mais o grupo o qual estamos inseridos, pode ser muito difícil e doloroso, porém será uma bela iniciativa para darmos a largada para a nossa mudança e melhorarmos a nossa qualidade de vida, bem como, as nossas relações humanas e interpessoais, se assim desejarmos restabelecer as boas relações com quem estávamos brigados.

 

     Quantos desentendimentos surgem puramente como consequência de choques de ideias! Ouvimos diversos discursos sobre as diferenças raciais, culturais, religiosas, de gênero, crenças em geral, mas na hora de nos relacionarmos se não estivermos atentos , comprometidos em manter a relação, acabamos por cometer erros crassos, expressando as nossas ideias preconcebidas sem nenhuma reflexão sobre o assunto.

 

       Não só os conflitos podem causar fissuras na relação como também, a crença de que o que a sustenta é aquilo que já construímos , está pronto e conquistado não tendo mais nada para melhorar ou mesmo conquistar. Quando pensamos assim, demonstramos falta de humildade e abrimos brecha para o surgimento de uma rachadura proveniente desde uma simples acomodação até o comprometimento severo da relação como um todo, podendo ficar mais difícil a reconciliação.

 

      Tampouco a falta de perdão poderá provocar contendas e desuniões nos relacionamentos, quando permitimos que todos os sentimentos envolvidos  acabem endurecendo o nosso coração e nos deixem cada vez mais isolados sem o desejo de realizar o encontro com outrem. Não percebemos que, aos poucos, podemos alimentar o motivo da briga e ficamos, remoendo-o dentro de nós, ao reviver todos os rancores, decepções e intrigas, ao cultivar  o apego da desarmonia e inimizade sem querer avaliar os sentimentos nem considerar que toda a relação é de mão dupla e, como tal, também temos responsabilidades em como nos relacionamos. Como também, ao não aceitar que ninguém é perfeito ao ponto de estar sempre certo, bem como imperfeito, sempre.

 

       A reconciliação conosco e com as outras pessoas requer esforço e é um grande desafio existencial. Não querer mais se alimentar de sentimentos ruins que contribuem para danificar as relações humanas e interpessoais e querer  seguir em frente como o tempo faz. Ressalto o Imre Madách em A tragédia do homem:

 

“ Esforço vão! Indivíduo nenhum/pode ir de encontro à época em que nasceu./O tempo é um rio que leva ou que afoga:/nele se nada, nele ninguém manda./Os grande homens de que fala a História/foram os que entenderam bem seus tempos./Não amanhece porque o galo canta:/o galo é que canta porque amanhece.”(Apud, A Sorte Segue a Coragem , pág. 31, 2018).

 

 

        Assim, rogo  que possamos com humildade, pedir ajuda , quando necessário for, para deixar de olhar,  de forma incessantemente, para o passado, alugando-o, mas que diariamente possamos administrar o tempo que temos e que nos resta, certos de que não temos como voltar atrás. Entretanto, podemos elaborar e dar novos significados ao que nos aconteceu, aprender a cultivar as nossas experiências, atitudes e sentimentos ao permitir que a porta da reconciliação fique aberta e nos leve à nossa edificação e a bons relacionamentos que são recheados de imperfeições e diferenças, mas que nos ajudam a viver e amadurecer.