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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

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MISERICÓRDIA.

         A cada dia tenho a impressão de que a maioria das pessoas, senão todas têm a certeza de que ninguém é perfeito, mas quando se dá a relação, parece que essa certeza cai por terra: queremos ou temos a expectativa de nos relacionar com uma pessoa que nos entenda, compreenda, acolha, integralmente, perdoe e que nunca falhe conosco. Será possível?

        

        Existe alguém perfeito ao ponto de sempre corresponder as nossas expectativas e nunca errar?

        

        Comungo com o pensamento do psiquiatra Roberto Shinyashiki,o qual diz que, muitas das vezes, criamos ideias falsas que distorcem a realidade, mesmo inconsciente, para no final atrairmos para nós decepção, rancor, mágoa e isolamento.Às vezes parece que é melhor criar uma fantasia, uma história com vários personagens perfeitos do que permitir-se embarcar em uma relação real, na qual ambos acertam, em alguns momentos, e erram, em outros, porque somos humanos.Entendo que temos expectativas, mas alimentá-las com ideias falsificadas...Misericórdia!

      

       Contudo, quem já não sonhou com o homem perfeito ou a mulher perfeita para a nossa vida ou olhou para a família do amigo ou do vizinho, tendo a ilusão de que a deles é irretocável, um primor,excelente e que atingiu o mais alto grau numa escala de valores?     

      

      Existe uma pessoa ou família perfeita? 

      

      Quem nunca errou atire a primeira pedra.

      

      Ah!“Se um dia pudesse ver meu passado inteiro e fizesse parar de chover nos primeiros erros”.(Kiko Zambianchi).

      

      Misericórdia!

     

      Engraçado nós podemos clamar por misericórdia, mas oferecemos isso às pessoas das nossas relações?

     

      Penso que é mais fácil julgar, criticar, condenar, riscar o (a) outro (a) da nossa agenda telefônica do que lançar mão da compreensão, compaixão, aceitação e perdão.

    

      Veja: creio que perdoar não é esquecer, mas desligar-se das mágoas.Dar uma oportunidade para si própria, escolher a liberdade, tendo como consequência conseguir seguir em frente sem amarras repletas de ressentimentos e mágoas que, muitas das vezes, só contribuem para o nosso isolamento afetivo e nos impede de vivenciar relações verdadeiras que enriquecem a nossa convivência.

   

       Enfim, termino este artigo desejando que possamos refletir sobre como estamos nas relações e se elas estão carregadas de expectativas perfeccionistas ou reais porque afinal de contas: quem não precisa de misericórdia?

 

 

                                                                             

 

                                       (Fonte da imagem: http://diariodoacy.blogspot.com.br)

 

 

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