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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora do livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) Peça o livro pelo WhatsApp ou e-mail *Tel.: BRASIL (21)98383-1978 *E-mail: rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora do livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) Peça o livro pelo WhatsApp ou e-mail *Tel.: BRASIL (21)98383-1978 *E-mail: rosangelaperez@terra.com.br

SEPARAÇÃO.

     Nesta semana, peguei-me refletindo sobre separação.

    

     Quantas pessoas já passaram por ela ou estão passando:separação conjugal, judicial,de corpos,costumes,amigos,da família... Existem milhares tipos de separação,mas será que estamos dispostos a enfrentá-los ou mesmo preparados para experimentá-los em nossa vida?

    

     Tem pessoa que se apega com muita facilidade ao outro.Demonstra ter uma relação de dependência,insegurança e dificuldade de largar,soltar,seguir seu próprio caminho, errar, acertar, ir e voltar.Reluta em expressar o seu pensamento por medo de ficar desamparada e acaba permitindo ser controlada por quem ‘gosta de controlar’.Vive sufocada, subordinada às necessidades dos outros com medo de alçar voo, limitada aos conselhos de outrem e com medo da separação que para ela significa abandono e sofrimento.

     

     No dicionário Aurélio separar significa “fazer a desunião de, apartar, afastar, fazer cessar, interromper, dividir”.

    

     Entendo que nem todos estão preparados para interromper uma relação, muitas vezes, doentia. Mas será que fugir ou negar as  dificuldades ou limites não aumenta o sofrimento? Como disse os Titãs “Querer sentir a dor não é uma loucura.Fugir da dor é fugir da própria cura”.

      

     Saber viver é preciso, mas separar,também.“Quando a mulher está para dar à luz,sofre porque veio a sua hora.Mas,depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição,por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo” (João 16, 21).

    

     No entanto, muitos de nós não entendemos nem aceitamos que para nascer um  homem novo é necessário se desligar, separar, soltar, cortar o vínculo, sofrer e viver o luto, ainda que seja por pouco tempo, para poder refletir, discernir o que nos faz bem ou não, permitir mudar,reciclar o nosso modo de pensar, agir, sentir, transformar o nosso jeito de enxergar as coisas, que às vezes , por estar muito colado ao outro, não conseguimos crescer e, muito menos, deixar que o outro cresça.

     

    Tem um ditado: Se existe uma pessoa que pisa é porque existe aquela que permite ser pisada.   

    

   Já escutei de alguns pais que desejam vê o filho comprar uma casa, trabalhar nem que seja em outro estado ou país, construir uma família, porém na hora H usam, consciente ou inconscientemente, de artifícios para impedir que esta separação ocorra. Passam para ele que ficar na casa dos pais é mais seguro, menos sofrível, menos oneroso... Nessa hora tenho a impressão de que eles, ainda, não estão preparados para experimentar esse corte porque uma coisa é discursar sobre o seu desejo e outra é colocá-lo em prática.

    

    Às vezes,  ficar no carrossel da dependência é a melhor escolha até poder suportar a separação, entender que existe um tempo para cada coisa, aceitar que o tempo de apartar-se chegou e que é possível tirar proveito disso com alegria e confiança em um novo que há de vir.

    

   Então, que venha a separação, mesmo que no início tenha que estar acompanhada de tristeza, para, lá na frente, poder provocar o crescimento entre as partes e possibilitar a alegria do reencontro de um jeito mais seguro, saudável, construtivo e harmônico, sabendo que ninguém nasceu para viver preso ao outro, mas para conviver, aprender, ensinar e crescer com o outro.