Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

CONSUMIR OU SER CONSUMIDO?

                                                       (Fonte da imagem: www.grupoescolar.com)

                                         

         

 

             A semana que antecede a Páscoa para os cristãos é considerada a maior e a mais importante de todas, pois anuncia: “He is not here- for He is risen”. “Com este anúncio, iniciou-se no mundo a missão da Igreja, que vem até os nossos dias. Este anúncio expressa a originalidade de Cristo com relação a todos os profetas e fundadores de religião.Todos eles estão encerrados no passado.Seus túmulos estão fechados.O único túmulo que permanece aberto até o dia de hoje é o de Jesus (...). Este anúncio, pois, não é só objeto da nossa fé. Está na origem da nossa fé”. (Dom Bento Beni dos Santos).

         

          Desejar feliz Páscoa para alguém é desejar que esta pessoa ressuscite, acorde, levante, se liberte de tudo que a escraviza e passe a viver de forma renovada.

       

          Então, por que o coelho como símbolo da Páscoa?

        

          Segundo alguns historiadores, a entrada do coelho nessa festividade tem origem na Idade Média, quando antigos povos pagãos europeus adoravam a deusa da primavera (Ostera ou Ostara) que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, símbolo da fertilidade, pulando em redor de seus pés nus.Tanto a deusa como o ovo são símbolos da chegada de uma nova vida.

       

          Mas, e o chocolate?     

       

          A partir da Idade Média, de acordo com historiadores, quando os persas queriam desejar felicidade, fecundidade e renovação presenteavam com ovos.Esse costume alastrou-se para Europa e começou a ser praticado após o período da quaresma.

      

          Para os cristãos, os quarenta dias que antecedem a Páscoa é chamado de quaresma.Esse tempo é marcado pela penitência, oração, escuta da Palavra de Deus e  jejum, abster-se de um pouco de comida e bebida, que termina na noite da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo.

       

          A historiadora Elisabeth de Contenson analisa que a entrada do chocolate nessa festividade começou no século XVIII, mas ninguém sabe ao certo o momento em que surgiu a ideia de perfurar a casca dos ovos para introduzir chocolate.Contudo, foi no século XIX que os ovos recheados de chocolate começaram a aparecer no comércio.

      

          Não quero  provocar uma revolução contra os ovos de chocolate no período pascoal, mas incitar uma reflexão sobre o consumo exagerado  nesse período.

     

          No início do mês de Março, o comércio já começa a nos bombardear com diversos tipos de ovos de chocolate, caixas, pacotes, promoções...Para que nós possamos consumir o máximo que podemos e, na maioria das vezes, não nos damos conta dessa manipulação “cacaueira”.

      

         Entendo que algumas pessoas ficam quase que anestesiadas com tanto cacau na praça ao ponto de enfrentar, após um dia cheio de atividades laborais, uma fila quilométrica, cheia de pacotes, caixas, barra de chocolate e ovos para participar, muitas vezes, de uma festa que para elas não têm significado em sua vida ou mesmo ignora.No entanto, foram pegas pelo consumo desenfreado.

      

         Quem já não foi pego?

      

         Que dilema: consumir ou ser consumido?

      

         Na sociedade consumimos e somos consumidos,diariamente.

      

         Consumimos comida, bebida, energia, bens materiais (privado ou público),músicas, palavras, gestos, atitudes...Sem muitas vezes, nos darmos conta que somos consumidos, também.

     
         Penso que precisamos estar mais atentos na hora do consumo “ Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”.(Karl Marx).

 
         Acredito que nem sempre podemos escolher como queremos, mas não precisamos acreditar que não temos opção de escolha,que somos escravos, levados por um consumo incoerente com os nossos valores e éticas.

   

         Na maioria das vezes, escolhemos baseados no que nos oferecem, porém temos exemplo em nossa sociedade que muitas pessoas ultrapassaram os limites impostos pelos outros e conseguiram ampliar as  opções de escolha com congruência.Foram ativos.Apropriaram-se do seu querer e  presentearam-se com uma vida renovada.

  
         Diante do exposto, você quer consumir ou ser consumido?

 

 

          

           

 

 

4 comentários

Comentar post