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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

ASSERTIVIDADE.

(Fonte de imagem: http://estudodiar.blogspot.com.br)    

                                                                     

  

      Este termo ganhou um papel de destaque dentro do meio corporativo, principalmente entre os profissionais preocupados com as relações interpessoais e o desenvolvimento organizacional. No entanto, será que a sua importância se dá somente nesse meio?

   

      Diariamente, fazemos uso de vários tipos de comunicação e, muitas das vezes, em lugares diversos: casa, trabalho e comunidade. Em cada local somos chamados e desafiados a nos relacionar de forma direta e amadurecida para facilitar os acordos, as trocas necessárias e inerentes nas relações.

  

      Porém, algumas pessoas apresentam dificuldades em serem assertivas quando precisam expressar a sua opinião coletivamente ou individualmente. Elas costumam ignorar a opinião dos outros, não aceitar serem contrariadas, criticadas, vivem querendo convencer as pessoas ao seu redor sobre o que acreditam, não expõe um assunto de forma direta, valorizam demais a opinião dos outros, se sentem culpadas quando dizem não à outra pessoa, entram em briga com facilidade, engolem tudo o que não concorda e não expressam os seus sentimentos e emoções.

       Pessoas, assim, não são assertivas porque não conseguem se afirmar nas relações, apresentam dificuldade em expressar o que realmente quer dizer ao outro, não respeitam os seus limites  nem conseguem transmiti-los e sua autoestima não é boa.

  

      Mas, o que vem a ser assertividade?Segundo o dicionário Houaiss, assertividade significa: “qualidade ou condição do que é assertivo” e assertivo: “que faz uma asserção; afirmativo”.

  

       A pessoa assertiva se expressa de forma equilibrada, organizada, direta e independe se a palavra for negativa ou positiva. Obstante, o foco do uso das palavras não é acertar e, sim, afirmar o que acredita, expressando os sentimentos de maneira socialmente adequada, resguardando os direitos de quem fala e de quem ouve. Quem é assertiva está preparada para receber a opinião do outro e demonstra interesse em estar, sempre, aprendendo. É habilidosa e apresenta ter uma boa autoestima.

  

       Contudo, se perceber que não apresenta esta competência emocional e por causa disso vive passando dificuldade em suas relações interpessoais seja no meio corporativo ou em outro, não precisa entrar em desespero, pois a assertividade poderá ser desenvolvida “... Os seres humanos, ao mudar as atitudes internas de suas mentes, podem mudar os aspectos externos de suas vidas”. (William James).

  

       Logo, a assertividade tem um papel de realce em todos os meios sociais e a pessoa que conseguir desenvolvê-la poderá fortalecer a sua boa autoestima, mantê-la com o comportamento assertivo e aliar essa competência emocional com outras, inclusive à técnica, demonstrando mais habilidades nas relações interpessoais.

 

AUTOSSUFICIÊNCIA.

 

 

         Esta semana pude ter a oportunidade de ler sobre a situação na qual se encontra a companhia que muitos brasileiros se orgulham. Segundo Helena Borges em artigo na VEJA, “No próximo ano, o Brasil voltará a ser dependente da importação de petróleo. Adeus, autossuficiência”. De imediato, parei e refleti sobre esta qualidade tão desejada por muitos em diversos momentos da nossa vida.

    

         Mas será que nascemos para nos bastar em nós mesmos?

    

         A sociedade é composta por diferentes tipos de grupos sociais que as pessoas organizam. Na Sociologia existem diversos autores que estudam como se dá essa organização, os problemas gerados por uma mudança na sua escala, nas relações, na divisão do trabalho e o aparecimento de nova forma da sociedade baseada na solidariedade orgânica pelo crescimento da população.

    

         Enfim, os tipos de grupos são ilimitados, entretanto, os contrastes entre eles, não.

   

        Contudo, não irei enfocar os contrastes, mas a importância do relacionamento social dentro de um grupo, independente da sua estrutura.

    

       Antonio Gramsci, disse: “Contemplar todos os homens do mundo, que se unem em sociedade para trabalhar, lutar e aperfeiçoar-se, deve-lhe agradar mais do que qualquer outra coisa”. Comungo com ele sobre o grande valor da união entre os membros de um grupo social que possuem um objetivo em comum, estratégias e ações para ir ao encontro deste objetivo.

  

       Todavia, nem sempre percebemos ou mesmo aceitamos que precisamos um dos outros para atingir uma meta. Chegamos até mesmo, em alguns momentos, a vestir a capa do ‘super homem ou da mulher gato’, revestida com super poderes: ‘não preciso de ninguém’, ‘sou autossuficiente para tudo’, ‘eu me basto’ ou ‘eu sou o cara’.

   

       Deixamos de lado a solidariedade, o vínculo que nos liga aos interesses de um grupo social, excluímos a participação dos membros da nossa equipe, a ajuda mútua e o laço recíproco de pessoas.

  

       Segundo um ditado: ‘a união faz a força’. Ouso acrescentar: e, também, faz a diferença, pois “meu papel é importante, mas não é o único, e eu não espero ver meu nome no luminoso”.

   

       Para pertencermos a um grupo social com objetivo em comum destaco alguns verbos que, provavelmente, nos levarão a desenvolver atitudes que contribuirão para uma relação sadia entre os membros: querer, decidir, conhecer, compartilhar, escutar, dar, trocar, ajudar, perguntar, juntar, organizar, conviver, buscar, comprometer, reconhecer, elogiar, orientar, obedecer, revelar, agradecer, salvar e amar.

  

       Por conseguinte, se vestirmos a capa da autossuficiência em todas as áreas da nossa vida, principalmente, no convívio com o outro, entendo que esta atitude poderá nos levar à presunção, orgulho, soberba e nos impedir de enxergar e aceitar que em um grupo social todos têm necessidade, força e valor, independente se alguns são especialistas e outros aprendizes, porque todos são importantes e dependem, gostando ou não, um dos outros para viver.

  

      Assim, concluo o artigo impulsionado pelo desejo de levá-lo (a) a refletir sobre o seu momento de vida atual: acredita não precisar de qualquer ajuda, apoio ou interação para manter-se vivo (a) dentro do grupo no qual está inserido (a)? 

 

                                                                              

                                                                       


 

                                                                (Fonte da imagem: http://blogdopcamaral.blogspot.com.br)