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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

O VALOR DA PALAVRA.

    

                                                                                                                                                                                                                                                                     (fonte de imagem:www.abibliadorock.blogspot.com.br)

 

       Ao começar o horário político nos meios de comunicação, fiquei com a impressão que havia começado, também, o mau uso, por algumas pessoas, da palavra ao manifestar as várias promessas ou garantias verbais aos possíveis eleitores. Este comportamento me levou a refletir sobre a palavra de honra.

     

      Segundo o Aurélio, esse tipo de palavra denota: “Aquela em que a pessoa empenha a sua honra, sua credibilidade pessoal”. Acredito que quem a emprega com diligência demonstra não se importar com a opinião contrária das pessoas às suas boas obras e virtudes, valorizando a fidelidade a sua crença, brio e dignidade própria.

     

      Para muitas pessoas, nos dias atuais, encontrar alguém que verbalize empenhar a ‘palavra’ provoca alguns sentimentos: perplexidade, desprazer, desconfiança e insegurança. Haja vista que, a maioria delas, em algum momento, já vivenciou a deslealdade de alguém e, por isso, fica cabreira em seu meio social: será que eles irão cumprir com a palavra?Até quando suportarão as tentações?

    

      Na sociedade existem pessoas que além de não serem fiéis ao seu compromisso, gastam os seus dias instigando o outro ao erro ou a maldade. O que fazer?Penso que precisamos ter consciência dos nossos valores, de tudo o que concorre para satisfazer nossas necessidades, discernir o que nos edifica e decidir por aquele que construirá e alicerçará a nossa vida.

    

      Uma vez que escolhemos um valor central, creio ser necessário tomarmos posse dele e nos prepararmos para um possível combate, pois vivemos em um contexto de valores bem diversificados, o que é extremamente enriquecedor, mas por outro ângulo, se não estivermos convictos do que queremos poderemos ser uma presa fácil daquelas pessoas que só pensam em enganar os outros.

   

     “Ser responsável, respeitar a dignidade humana, praticar a verdade e a justiça, reconhecer o valor da solidariedade é o mínimo que se pode exigir para a formação ética de uma pessoa, face ao contexto sócio cultural em que vive”. (Nair Motta).

   

     “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra de Deus.” (Lc.4,4).Independente da crença julgo ser importante ancorar a nossa vida em uma palavra que se mantém firme e verdadeira.Contudo, precisamos conhecê-la para não a esvaziar com significados distorcidos e mentirosos que constituem exemplos de contra valores, recheados de mero interesse próprio e injustiças sociais.

    

      Portanto, que possamos valorizar as pessoas de palavra, principalmente àquelas que fazem uso da palavra alicerçada na verdade com valores direcionados ao bem comum, respeito à dignidade humana, justiça, solidariedade, responsabilidade, igualdade de direito, de oportunidade e respeito às diferenças com muito amor.

    

       Ao findar o artigo deixo uma reflexão: Que uso tem feito da palavra?

 

 

 

 

 

 

 

GRATIDÃO.

       Nos dias voltados para competição, treinamento, choro, alívio, alegria e gratidão expressada por alguns atletas por terem conseguido a tão sonhada medalha de ouro, prata ou bronze, pude parar, refletir e fazer memória de alguns momentos da minha vida em que dei graças.

     

      Demonstrar agradecimento a alguém que nos é importante parece um grande desafio, pois entendo que seja preciso nos despojar do orgulho e voltar-se ao outro para expressar um simples: obrigado. Segundo Shakespeare, “A gratidão é o único tesouro dos humildes”. Concordo, uma vez que, este sentimento é rico, glorioso e recheado de uma suprema grandeza manifestada na pessoa que o expressa.

     

      Não obstante, devemos estar livres de qualquer sentimento de débito por gentileza ou favor recebido porque, desta forma, perderá o sentido da ação de graças.

       

      Mas agradecer o quê?

      

      Podemos começar a agradecer pelo ar que respiramos, pelo alimento, trabalho, estudo, dinheiro, pelos amigos, pela família, saúde, enfim, pela vida, mesmo durante os momentos difíceis.

    

      Roberto Carlos já dizia: “Por isso eu digo: Obrigado, Senhor, por mais um dia. Obrigado, Senhor, que eu posso ver. Que seria de mim, sem a fé que eu tenho em Você? Por mais que eu sofra. Obrigado, Senhor, mesmo que eu chore. Obrigado, Senhor, por eu saber, que tudo isso me mostra o caminho que leva a Você”.

   

      Não é fácil agir dessa maneira. É bem custoso, mas extremamente importante para galgarmos o degrau da sabedoria, independente da crença. Parar de murmurar e começar a agradecer. “Mesmo os momentos mais tristes podem ser encarados com um coração agradecido, se não pela crise em si mesmo, pelo menos pelo crescimento que ela pode despertar...” (autor desconhecido).

    

     Todavia, para chegar a esse nível de agradecimento é necessária muita disposição e decisão para ser uma pessoa melhor que consegue enxergar a vida não com os nossos olhos, mas com o da fé em algo ou alguém que nos impulsiona a valorizar a nós mesmo, ao próximo, ao mundo e as coisas que temos.

   

     Por isso, lanço um desafio para darmos graças por tudo que aprendemos, superamos, alcançamos , batalhamos e conquistamos para o nosso aprimoramento como pessoa. Sejamos gratos a todos que nos ensinaram a amar, perdoar e prosseguir a participar da vida com atitude, virtude e plenitude.

 

 

 

                                           ( fonte da imagem: www.educadores.diaadia.pr.gov.br)  

ARREPENDIMENTO.

 

           Diante de tantos julgamentos de pessoas envolvidas em escândalo, me peguei refletindo sobre o ato ou efeito de arrepender-se.                    

         

          Todos, em algum momento, já erramos e, possivelmente, iremos cometer erros lá na frente, pois errar é humano e “O homem que não comete erros geralmente não faz nada”. (autor desconhecido).  

         

          O aprendizado se dá através de erros e acertos. Como disse Frejat: “Errar é aprender. Viver é deixar viver”. Porém, é preciso estar disposto a retirar a capa da soberba, arrogância, prepotência e orgulho para vestir a da coragem e humildade ao ponto de conseguir ir até ao encontro do outro e confessar os erros e as mazelas sem medo de ser rejeitado, excluído ou marginalizado por declarar ser humano e imperfeito e querer ser perdoado, amado, acolhido, compreendido e aceito.

         

         Todavia, arrepender-se, meramente, por arrepender-se, confessar os ‘pecados’ e, logo em seguida, voltar a cometê-los penso que de nada adianta, apenas por que acredito que o ato da contrição está ligado a mudança de atitude, de procedimento,  conversão de ideia e hábito.

        

          Realizar o ato da verdadeira compunção, creio ser um ato heroico,  super corajoso, de quem clama por um novo começo, uma verdadeira limpeza da alma e consegue despir-se diante de si e do outro. Contudo, nem sempre a pessoa consegue realizar esse ato sem a ajuda de alguém para que possa enxergar e assumir as falhas não como um obstáculo para o seu crescimento, mas como uma oportunidade de poder ir além, fazer reparações, quando possível, e começar a viver mais livre e leve de tudo o que a impede de ser uma pessoa melhor.

     

         Entretanto, entendo que a limpeza da alma através do ato de contrição requer da pessoa vigilância diária, decisão, sinceridade, compromisso, comprometimento com seus valores, crenças, fidelidade e coragem para  purificar-se, livrar-se das imundícies internas que faz mal e serve como barreira nas relações interpessoais e humanas.      

      

          Assim, penso não ser fácil decidir mudar de procedimento, de atitude, arrepender-se, verdadeiramente. Segundo Voltaire, “Deus fez do arrependimento a virtude dos mortais” necessário para quem queira ser uma pessoa melhor e contribuir com a sociedade em que vive.

     

          Finalizo pontuando que não dá para voltar atrás, mas dá para, hoje, arrepender-se das escolhas e atitudes erradas e fazer diferente. Escolher seguir ir em frente, superar os desafios, medos, expectativas, julgamentos, usar mais pontes do que muros nas relações, celebrar cada conquista, cada degrau alcançado, cada poeira ou sujeira aspirada e posta no lixo, como resultado da mudança de rumo dado na vida com disposição, alegria e diversão.Por que não?