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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

ESPERAR, ESPERAR, ESPERAR...

                                                                                                                                    

         No mundo tecnológico e globalizado em que vivemos pedir ou fazer alguém esperar, para muitas pessoas, chega ser uma afronta, pois tudo ou quase tudo demanda rapidez, agilidade e pressa. Quem já não ouviu: Ah! Que demora! Não tenho tempo para perder. Tenho a impressão que as pessoas estão passando umas para as outras que ter que esperar alguém ou algo é muito chato, desgastante e improdutivo.Será?

        

        Penso que quem tem paciência é possuidor de uma grande virtude. “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento...” (Eclesiastes 03, 01).

     

        Esperar, esperar, esperar...

      

        Até quando esperar?

       

        Lembremos que para se comer um bolo com uma massa assada, devidamente, é preciso esperar a hora certa de retirá-lo do forno.Concorda?Mas nem todos conseguem aguardar o tempo certo e acabam comendo bolo solado.Tem gente que quer muito casar, construir uma família, mas não quer passar pela etapa do conhecimento e do namoro, quer logo morar junto e, dias depois, se separa por que mora com um estranho. Tem aquele que quer pedir o aumento de salário ao seu chefe, mas não sabe esperar a hora certa do pedido e acaba sendo demitido ao invés de ser promovido.

      

        Cuidado! A pressa é inimiga da perfeição.

            

        Esperar, esperar, esperar...  

      

        Quanta impaciência e egoísmo!

       

        Parece que todos precisam parar para realizar os nossos desejos em milésimo de segundos: O ônibus tem que estar no ponto quando surgirmos; o pão tem que estar pronto na hora que adentrarmos na padaria; o elevador tem que estar no andar, assim, que apertarmos o botão; as pessoas que  encontramos têm que estar no mesmo ritmo que o nosso; o computador não
pode ficar lento, justo na hora em que mais precisamos dele...

       

        Quanto tempo, ainda, temos que esperar?

      

         Para que?

         

        Ouso responder que é para preencher ou se cumprir algo que confiamos, mesmo que demore a se realizar: um sonho, plano, encontro, promessa... Entretanto, é fundamental ser fiel ao que acreditamos e ter disposição para aprendermos, se preciso for, a lidar com os imprevistos, surpresas, demoras, ritmos e compassos diferentes entre as pessoas. Afinal de contas, “quem espera sempre alcança”.

       

        Todavia, como Cora Coralina disse: “se temos que esperar que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida”, aceitando que cada uma tem um tempo certo e propício para ser colhida e o que, aparentemente, pode ser uma demora nada mais é do que um esmero.

       

        Tem um ditado que diz: Deus não demora, Ele capricha.

       

         Por isso, entendo que esperar, esperar, esperar...Não é perda de tempo e nem improdutivo, muito pelo contrário, é uma arte e um aprendizado que produz muitos frutos primorosos, sendo um deles a paciência, firmeza, retidão, determinação, constância e excelência. 

   

 

   

     

                                                           

                                                                                                                                 (Fonte da imagem: cancaonova.com) 

SEPARAÇÃO.

     Nesta semana, peguei-me refletindo sobre separação.

    

     Quantas pessoas já passaram por ela ou estão passando:separação conjugal, judicial,de corpos,costumes,amigos,da família... Existem milhares tipos de separação,mas será que estamos dispostos a enfrentá-los ou mesmo preparados para experimentá-los em nossa vida?

    

     Tem pessoa que se apega com muita facilidade ao outro.Demonstra ter uma relação de dependência,insegurança e dificuldade de largar,soltar,seguir seu próprio caminho, errar, acertar, ir e voltar.Reluta em expressar o seu pensamento por medo de ficar desamparada e acaba permitindo ser controlada por quem ‘gosta de controlar’.Vive sufocada, subordinada às necessidades dos outros com medo de alçar voo, limitada aos conselhos de outrem e com medo da separação que para ela significa abandono e sofrimento.

     

     No dicionário Aurélio separar significa “fazer a desunião de, apartar, afastar, fazer cessar, interromper, dividir”.

    

     Entendo que nem todos estão preparados para interromper uma relação, muitas vezes, doentia. Mas será que fugir ou negar as  dificuldades ou limites não aumenta o sofrimento? Como disse os Titãs “Querer sentir a dor não é uma loucura.Fugir da dor é fugir da própria cura”.

      

     Saber viver é preciso, mas separar,também.“Quando a mulher está para dar à luz,sofre porque veio a sua hora.Mas,depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição,por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo” (João 16, 21).

    

     No entanto, muitos de nós não entendemos nem aceitamos que para nascer um  homem novo é necessário se desligar, separar, soltar, cortar o vínculo, sofrer e viver o luto, ainda que seja por pouco tempo, para poder refletir, discernir o que nos faz bem ou não, permitir mudar,reciclar o nosso modo de pensar, agir, sentir, transformar o nosso jeito de enxergar as coisas, que às vezes , por estar muito colado ao outro, não conseguimos crescer e, muito menos, deixar que o outro cresça.

     

    Tem um ditado: Se existe uma pessoa que pisa é porque existe aquela que permite ser pisada.   

    

   Já escutei de alguns pais que desejam vê o filho comprar uma casa, trabalhar nem que seja em outro estado ou país, construir uma família, porém na hora H usam, consciente ou inconscientemente, de artifícios para impedir que esta separação ocorra. Passam para ele que ficar na casa dos pais é mais seguro, menos sofrível, menos oneroso... Nessa hora tenho a impressão de que eles, ainda, não estão preparados para experimentar esse corte porque uma coisa é discursar sobre o seu desejo e outra é colocá-lo em prática.

    

    Às vezes,  ficar no carrossel da dependência é a melhor escolha até poder suportar a separação, entender que existe um tempo para cada coisa, aceitar que o tempo de apartar-se chegou e que é possível tirar proveito disso com alegria e confiança em um novo que há de vir.

    

   Então, que venha a separação, mesmo que no início tenha que estar acompanhada de tristeza, para, lá na frente, poder provocar o crescimento entre as partes e possibilitar a alegria do reencontro de um jeito mais seguro, saudável, construtivo e harmônico, sabendo que ninguém nasceu para viver preso ao outro, mas para conviver, aprender, ensinar e crescer com o outro.

 

        

A CURA.

     

 

                               (Fonte da imagem: http://meufantasticomundo2.blogspot.com.br)

 

 

 

 

       Desde que o mundo é mundo acredito que o homem vive uma busca, interminável, para descobrir a cura de todos os seus males: físicos, psíquicos, espirituais e sociais.No entanto, algumas pessoas dedicam o seu dia para focar a sua doença ao invés de focar a saúde.

      

       Muitas teorias surgiram para tentar explicar como se dá o processo do adoecimento e de que forma podemos alcançar a tão esperada saúde. Para OMS «Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades.»

     

        Mas será que existe alguém que conseguiu alcançar esse completo bem-estar conceituado pela OMS?Penso ser difícil estar saudável diante de tantas injustiças, diferenças sociais, tragédias urbanas, enfim, misérias humanas que, diariamente, assistimos através dos meios globalizados ou mesmo pessoalmente.

      

        Questiono: Como manter-se imune a tudo isso?Gostaria que todos pudessem encontrar a cura nossa de cada dia.

      

        Pra início de 'conversa', o que vem a ser cura?Segundo o dicionário Aurélio significa “restabelecimento da saúde”.

      

        Observo que algumas pessoas verbalizam querer estar curadas, restabelecer a sua saúde, mas permanecem em um estado de dependência, esperando que alguém as cure sem precisar fazer esforço, clamar por ‘ela’, pedir ajuda ou se levantar para ir ao encontro de quem poderá curá-la.São incongruentes: falam uma coisa, mas a sua postura e atitude demonstra outra.

      

        Já ouviu falar sobre ganho secundário?

     

       “Ser Doente é tratado como um ser diferente, gozando de certos privilégios, atenção de todos que o cercam.Em muitas situações, utiliza-se deste estado de Ser Doente a fim de se comunicar com o mundo e obter certos benefícios”. (Cláudia Tavares e Ricardo Sebastiani).

      

       Quem um dia não obteve esses ganhos quando estava doente?

     

      Contudo, existem pessoas que acabam se deixando levar por esses ganhos e nem percebem que, muitas vezes, estão mendigando amor, carinho, atenção em troca de cuidados eternos.Agarram-se a doença como se ela fosse sua amiga e companheira.

      

      Compartilho com a opinião do saudoso Pe. Léo da Comunidade Canção Nova: “A pior coisa é você se convencer que é doente.” Existem pessoas que em vez de falar o seu nome, primeiro, durante uma apresentação, diz: sou um doente... Depois, muito tempo depois, fala o seu nome. Tenho a impressão que perderam a sua identidade como pessoa, pois ser doente é diferente de estar doente. O primeiro verbo me passa paralisação, comodismo e impotência e o segundo: movimento, dinamismo, potência e possibilidade.

      

        Por isso, creio que precisamos buscar e tomar posse da nossa cura; confiar na nossa restauração; ser ativos; se engajar ao tratamento ; focar o bem-estar, de acordo com as nossas possibilidades, não cultuar doença; remoer culpa; passado; decepção; mágoas; fracassos e perdas, já que como Lulu Santos escreveu um dia: “Existirá em todo porto.Tremulará a velha bandeira da vida. Acenderá todo farol.Iluminará uma ponta de esperança. E se virá, será quando menos imagina. Demolirá toda certeza vã não sobrará pedra sobre pedra”.Assim, que venha a cura que tanto precisamos, como resultado da nossa busca, mesmo que não seja a que queremos.