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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

MUDANÇA.

        Em alguns momentos, parece que se faz necessário aparecer uma tribulação, um ‘tsunami’ em nossa vida para nos darmos conta de que a mudança faz parte do processo de evolução da espécie humana: nascimento, fase infantil para adolescência, adulta para maturidade, morte ou mesmo uma mudança de emprego, moradia, de estado civil, compromissos, planos...Mas apesar dessa tomada de consciência sobre as transformações, muitas vezes, involuntárias, ainda, somos surpreendidos pelas tribulações, tormentos, contrariedades inesperadas e  deixamos nos inquietar, sentindo-se aflitos, ansiosos, medrosos e, muitas vezes, desesperados .

      

        Nesta semana, me peguei pensando sobre como a possibilidade de mudar, de fazer diferente, viver o novo, causa insegurança, para algumas pessoas, mobiliza, às vezes, a fazer passar, através da imaginação, de um estado de paz para um de guerra.Agarrando-se as preocupações cotidianas,dúvidas e incertezas, usando a tal ‘síndrome de Gabriela’ como desculpa para continuar tudo como antes: 'Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela'.Não concordo com essa síndrome, pois desde a nossa concepção estamos em constante mudança.As mutações são necessárias para desenvolver outras características, habilidades que serão favoráveis para melhor ocorrer à adaptação ao ambiente.De acordo com Charles Darwin “As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças”.

        

       Por conseguinte, mudar é inevitável e, algumas mudanças, são extremamente necessárias, para que possamos nos desapegar do que não nos faz mais ir adiante e, sim, ficar em um estado, muitas vezes, letárgico, frouxo e acomodado sem enxergar novos rumos e direções a tomar.Muitas pessoas querem melhorar, mas não querem passar pela mudança com esforço, disciplina, dedicação, determinação e renúncia.Permanecem, somente, no plano dos sonhos, fantasias, sem conseguir dar um salto maior, ou mesmo abrir a janela de forma diferente para enxergar a paisagem com outro foco.Elas ,sem perceber, escolhem ficar paradas, agarradas ao passado, aos rancores, mágoas, decepções e sonhos que não deram certo.Ficam com sua vida estagnada e quando se deparam com um infortúnio, sofrimento ou dor tendem a se desesperar, largar tudo com impulsividade, sem paciência.Não aceitam o incontrolável e não sabem esperar o momento certo para mudar ‘o jogo’. Acreditam que o que está vivendo não vai passar.Pensam que são imortais e imutáveis.

       

        Enfim, mudar é necessário, bem como morrer todos os dias é preciso para que possamos nascer lá na frente, mais transformados, fortes, firmes, confiantes, seguros, diferentes, novos, mais dinâmicos, alegres e dispostos a viver.Lembremos que não existe planta sem a morte da semente, nem borboleta sem a morte da lagarta.Assim, todo processo de evolução passa pela morte, pela mudança, quer queiramos ou não e “ seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”(Filipenses 03,16) com o olhar fixo na melhora, na passagem do ‘tsunami’ para a calmaria, da guerra para a paz, valorizando todos os nossos momentos, intensamente, valorizando a  nossa mudança.

 

                                                                                 

                                         (Fonte da imagem: http://rosana-borboletas.blogspot.com.br)
 

 

 

RESILIÊNCIA, O QUE É ISSO?

                                                 (Fonte das imagens: http:// psipositiva.wordpress.com)                                                                         
        
       
 
         No momento, o mundo está globalizado e exige que as pessoas estejam preparadas para as mudanças que ocorrem em milésimo de segundos.Não basta mais ser competente tecnicamente, é necessário querer mudar e ajustar-se de acordo com as circunstâncias, pois várias são as transformações em diversas áreas: Econômica, Social, Cultural, Política, Tecnológica, Ecológica, Saúde e Trabalho.

      

        As demandas são rápidas e ter que administrá-las exige de nós um preço alto, gerando, muitas vezes, sofrimento psíquico.Então, o que devemos fazer para suportar as contrariedades impostas ao nosso psiquismo?

      

       Aí vão algumas dicas:

    

      Buscar flexibilidade de atitudes, afetos e ações para atender as novas solicitações; aceitar a realidade; enxergar as situações críticas como desafios a serem vencidos; transformar as crises em oportunidades; ter uma crença de que a vida tem um significado; ter habilidade para improvisar; ser assertivo; focar na solução do problema; ter uma atitude mais reflexiva do que impulsiva e buscar agir em vez de reagir.

     

       Mas, resiliência, o que é isso?

    

       De acordo com o dicionário Houaiss a palavra resiliência é a “propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica; capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças”.

    

       Assim, resiliência é uma propriedade que está ligada a comportamento, habilidade que pode ser desenvolvida por qualquer pessoa, mas é preciso que ela tenha consciência dos seus limites e queira transformá-los, superar pressões e obstáculos na vida pessoal e profissional, se adaptar ou evoluir positivamente frente às adversidades, avançar ou recuar para voltar ao estado original com mais coragem, força, criatividade, bom humor, autoconhecimento e autoconfiança, porque ter essas atitudes é ser resiliente.

    

       Por fim, deixo uma reflexão: Você encara as dificuldades que surgem em sua vida com resiliência?     

     

 

 

                        
        

ONDE FOI QUE EU ERREI?

          Estava a folhear um livro e me deparei com Carlos Drumond de Andrade “Meu corpo não é meu corpo, é ilusão de outro ser. Sabe a arte de esconder-se e é de tal modo sagaz que a mim de mim ele oculta”.

         

          Ocultar é não revelar.

         

          Penso que muitas pessoas vivem se escondendo, evitando mostrar o seu verdadeiro corpo ou quem sabe a sua alma.

         

          Entendo que para nós sermos transparentes uns com os outros é necessário sentirmos seguros, aceitos e satisfeitos.

        

          Mas existe uma pessoa totalmente satisfeita com o que tem?

        

          Acredito que não, principalmente, no meio da nossa sociedade consumista e globalizada onde recebemos várias informações sobre o novo paradigma do momento em milésimo de segundos.

        

          Uma vez que não conseguimos assimilar todos os informes, nos deixamos ser manipulados pelo atual comportamento do mercado: chapinhas, alisamentos, olhos grandes, lábios carnudos, unhas postiças, carro do ano, celular de última linha, tênis, silicone, corpo escultural ou magérrimo...

      

          Não tenho a intenção de levantar uma bandeira contra quem quer que seja, mas cutucar, mobilizar para a reflexão sobre as nossas escolhas e comportamentos diante de tanta informação que, muitas vezes, nos deixam confusos, ou melhor, ocultos e que podem nos levar ao sofrimento.

      

          Onde começa a necessidade e termina o prazer?

      

         “Neste lábil terreno de incertos limites é que o conflito pode não se resolver, ou melhor dito, que as satisfações esperadas podem não ocorrer. E mais ainda, que a necessidade e a realidade se sobreponham`a busca do prazer-suficiente, instalando o sofrimento e a dor”.(Maria Auxiliadora Arantes).     
                                                                                                                                                                                    

          Já ouviu falar sobre os transtornos alimentares?Existem duas síndromes importantes e bem definidas: Anorexia nervosa e bulimia nervosa.

      

         Segundo o CID 10, a anorexia nervosa “é um transtorno caracterizado por deliberada perda de peso induzida e/ ou mantida pelo paciente” e a bulimia nervosa “ é uma síndrome caracterizada por repetidos ataques de hiperfagia e uma preocupação excessiva com o controle de peso corporal, levando o paciente a adotar medidas extremas, a fim de mitigar os efeitos “ de engordar” da ingestão de alimentos”.

      

         Creio que desejar o melhor para si é muito bom e saudável. No entanto, querer ser o que não é... Quanto sofrimento!

      

         Olhar-se no espelho e enxergar uma pessoa fora dos padrões momentâneos e sentir-se insatisfeita, esquisita, estranha e feia. “Aonde foi que eu errei? Será que é minha roupa? Será que é a outra? Será que estou magra ou engordei? Será que eu sou feia? Será o meu cabelo? Será um pesadelo?”. (Alexandre Lucas, Cacá Moraes e Júlio Borges)

      

         Assim, acredito que ao engolir ou passar fome para conquistar o mercado de trabalho, amigo, amante, sucesso, prestígio, status, reconhecimento...E esquecer ou ignorar que entramos em um círculo insaciável, voraz, minuto a minuto, é esconder, cobrir, velar, tapar, tornar secreto o nosso valor e ética, sentimento, humor, emoção e deixar o nosso corpo oculto.

      

         Finalizo com uma provocação para avaliarmos o nosso comportamento, papel, dentro da sociedade insatisfeita e insaciável que estimula a ocultar o corpo e a alma. Aí vai a pergunta: Onde foi que eu errei? Atenção: Esta resposta não é para nos sentirmos culpados, paralisados, mas estimulados a ir à frente de um jeito diferente, mas sempre em frente.

 

 

 

                                                                                      

                                              (Fonte da imagem: fitametricaconsultoria.com.br)

 

CONSUMIR OU SER CONSUMIDO?

                                                       (Fonte da imagem: www.grupoescolar.com)

                                         

         

 

             A semana que antecede a Páscoa para os cristãos é considerada a maior e a mais importante de todas, pois anuncia: “He is not here- for He is risen”. “Com este anúncio, iniciou-se no mundo a missão da Igreja, que vem até os nossos dias. Este anúncio expressa a originalidade de Cristo com relação a todos os profetas e fundadores de religião.Todos eles estão encerrados no passado.Seus túmulos estão fechados.O único túmulo que permanece aberto até o dia de hoje é o de Jesus (...). Este anúncio, pois, não é só objeto da nossa fé. Está na origem da nossa fé”. (Dom Bento Beni dos Santos).

         

          Desejar feliz Páscoa para alguém é desejar que esta pessoa ressuscite, acorde, levante, se liberte de tudo que a escraviza e passe a viver de forma renovada.

       

          Então, por que o coelho como símbolo da Páscoa?

        

          Segundo alguns historiadores, a entrada do coelho nessa festividade tem origem na Idade Média, quando antigos povos pagãos europeus adoravam a deusa da primavera (Ostera ou Ostara) que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, símbolo da fertilidade, pulando em redor de seus pés nus.Tanto a deusa como o ovo são símbolos da chegada de uma nova vida.

       

          Mas, e o chocolate?     

       

          A partir da Idade Média, de acordo com historiadores, quando os persas queriam desejar felicidade, fecundidade e renovação presenteavam com ovos.Esse costume alastrou-se para Europa e começou a ser praticado após o período da quaresma.

      

          Para os cristãos, os quarenta dias que antecedem a Páscoa é chamado de quaresma.Esse tempo é marcado pela penitência, oração, escuta da Palavra de Deus e  jejum, abster-se de um pouco de comida e bebida, que termina na noite da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo.

       

          A historiadora Elisabeth de Contenson analisa que a entrada do chocolate nessa festividade começou no século XVIII, mas ninguém sabe ao certo o momento em que surgiu a ideia de perfurar a casca dos ovos para introduzir chocolate.Contudo, foi no século XIX que os ovos recheados de chocolate começaram a aparecer no comércio.

      

          Não quero  provocar uma revolução contra os ovos de chocolate no período pascoal, mas incitar uma reflexão sobre o consumo exagerado  nesse período.

     

          No início do mês de Março, o comércio já começa a nos bombardear com diversos tipos de ovos de chocolate, caixas, pacotes, promoções...Para que nós possamos consumir o máximo que podemos e, na maioria das vezes, não nos damos conta dessa manipulação “cacaueira”.

      

         Entendo que algumas pessoas ficam quase que anestesiadas com tanto cacau na praça ao ponto de enfrentar, após um dia cheio de atividades laborais, uma fila quilométrica, cheia de pacotes, caixas, barra de chocolate e ovos para participar, muitas vezes, de uma festa que para elas não têm significado em sua vida ou mesmo ignora.No entanto, foram pegas pelo consumo desenfreado.

      

         Quem já não foi pego?

      

         Que dilema: consumir ou ser consumido?

      

         Na sociedade consumimos e somos consumidos,diariamente.

      

         Consumimos comida, bebida, energia, bens materiais (privado ou público),músicas, palavras, gestos, atitudes...Sem muitas vezes, nos darmos conta que somos consumidos, também.

     
         Penso que precisamos estar mais atentos na hora do consumo “ Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”.(Karl Marx).

 
         Acredito que nem sempre podemos escolher como queremos, mas não precisamos acreditar que não temos opção de escolha,que somos escravos, levados por um consumo incoerente com os nossos valores e éticas.

   

         Na maioria das vezes, escolhemos baseados no que nos oferecem, porém temos exemplo em nossa sociedade que muitas pessoas ultrapassaram os limites impostos pelos outros e conseguiram ampliar as  opções de escolha com congruência.Foram ativos.Apropriaram-se do seu querer e  presentearam-se com uma vida renovada.

  
         Diante do exposto, você quer consumir ou ser consumido?