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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

QUAL É A SUA VOCAÇÃO?

                                             (Fonte da imagem:http://wepmaria.blogspot.com)

                                                                                                              

  

      Segundo Regina Sonia Gattas, “O termo vocação tem sido confundido com profissão, embora os dois conceitos sejam bastante diversos, e de origens diferentes  (do latim ‘vocare ’=  chamar e 'professio’ = ocupação habitual) Esta confusão parece-nos consequência de que a vocação, o “chamado” é um impulso, uma necessidade a ser satisfeita, enquanto que a profissão é o que satisfaz essa necessidade”.

        

     Em algum momento da nossa vida já escutamos alguém nos indagar sobre as nossas escolhas profissionais : O que você vai ser quando crescer? Parece que só seremos alguém depois que realizarmos a escolha profissional.

        

     A fase do desenvolvimento na qual realizamos a escolha da nossa profissão é a adolescência. Justamente onde nos encontramos, muitas vezes, confusos, inseguros diante da chegada de um novo mundo cheio de descobertas, conflitos, emoções exageradas, paixões, ideologias, turmas... É neste mundo onde precisamos tomar a grande decisão pela carreira profissional.

        

     Diante de várias opções: satisfação pessoal, vocação, habilidade, sucesso financeiro, prestígio social, mercado de trabalho, realização dos desejos dos familiares, os mitos, preconceitos, entre outras, qual a melhor escolha a fazer?    

        

     Penso que conviver com pessoas que desde cedo nos estimulam a fazer escolhas, acreditar em nosso potencial, ter coragem, a aprender com os erros, não desistir frente às dificuldades, contribui para que, na hora H, a tomada da grande decisão da nossa vida, seja feita de forma coerente com a nossa vocação, o nosso chamado.  

        

     Acredito que a família tem um papel importante neste momento da escolha, pois “É no convívio da família que se formam os conceitos, aspecto extremamente importante quando consideramos a estruturação de um projeto de carreira.” (Tabajara Dias)

          

     Entretanto, todo projeto requer desenvolvimento de algumas etapas e uma delas é o estabelecimento de objetivo. Como identificar e definir este objetivo que faz parte não somente do projeto de carreira, mas do projeto da nossa vida? Considero importante que antes de definirmos qual objetivo, precisamos conhecer-nos, tomar contato com as nossas emoções, nossa história familiar, motivação, cultura, nossos sentimentos e humor porque o conhecimento antecede a escolha.

        

     Assim, responder a pergunta desta matéria não é tão simples como algumas pessoas pregam, pois saber qual é a minha vocação e escolher a profissão que me deixará satisfeito ao ponto de perseverar, mesmo diante das dificuldades ou pressões sociais, buscar outros caminhos, investir, trabalhar, dar a vida, não desistir do chamado é antes de tudo um desafio que nem todos estão preparados para aceitar e encarar.

       

    “Sai de tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai e vai para a terra que eu vou te mostrar.” (Gn.12,01)

          

     E aí, qual é a sua vocação?

         

                                                                                     

                           

         

        

 

 

        

        

 

OU NOS SALVAMOS TODOS OU NÃO SE SALVA NINGUÉM.

(Fonte da imagem:http://projetoreisdaleitura.blogspot.com)                 

                

 

    Considerando o grupo familiar onde se desenvolve a primeira relação do indivíduo, é possível pensar que a compulsão às drogas esteja vinculada com as experiências vividas no sistema familiar.             

               

     Segundo a terapeuta familiar Miriam Schenker, o sistema de relações evolui com o decorrer do tempo. No entanto, o sistema familiar, muitas vezes, demonstra se fixar em uma determinada fase do seu desenvolvimento, apresentando dificuldades em lidar com o crescimento dos seus pequenos bebês. Alguns pais, chegam ao extremo de impedir  o voo da independência de seus filhos, estimulando a dependência deles através de cuidados e proteção exagerados.

    
              Acredito que a droga desempenha um papel importante dentro desse sistema dependente: cegar e anestesiar as diversas dificuldades que existem nas relações entre os familiares. Uma dessas é a transmissão de limites ao outro, pois eles são cobrados de um lugar não conhecido e confirmado. O não é expresso sem ter a certeza e firmeza que será cumprido ou qual o seu significado dentro da dinâmica familiar.          

          

              Será que o comportamento do familiar contribui na recuperação de uma pessoa que apresenta uma relação dependente com a droga?

          

              Compreender os membros e a história familiar ajuda o sistema a perceber o seu papel nesta dinâmica e a contribuição do seu comportamento na recuperação de cada participante que possui, muitas vezes, função imprecisa e sem limite, possivelmente, devido à fragilidade ou medo do encontro com o outro ou do término da relação simbiótica que reflete uma exagerada dependência recíproca.

           

              Entretanto, procurar entender, conhecer, ou mesmo modificar a dinâmica familiar, não é focar quem está dependente, mas, sim, o sistema que usa ruídos e esquemas comunicacionais doentios que facilitam a entrada da droga no ambiente familiar.

          

              Porém, “... Poucas famílias suportam a chaga narcisista que implica considerar-se co-gestoras da “mancha familiar” que representa um dependente de drogas.

        

             É preferível ver o dependente como “a ovelha negra que se extraviou no caminho” ."(Kalina)

         

            Penso, se a ovelha negra se extraviou do caminho está na hora de revermos onde estava o rebanho que não a viu sair ou qual foi a sua contribuição para tal extravio, pois acredito que toda a relação é de mão dupla.

      

           “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?”(Lucas 06,41) 

         

            Mesmo que ninguém possa tomar o remédio por outra pessoa, podemos, sim, contribuir em sua recuperação , estimulando o doente a procurar ajuda, mudar as suas atitudes, repensar as suas relações, entender e perceber o que lhe incomoda e não consegue explicar ou mesmo sentir, aprender a lidar com as suas emoções, contribuir com a recuperação do sentido da vida, colaborar na construção de novas metas e planos, resgatar a pessoa, através de acolhimento, carinho, compaixão, confiança em seu potencial, transmissão de limites e amor.

      
           Por conseguinte, lanço um desafio para todos nós: Investirmos em uma relação autêntica e humanizada, porque Ou nos salvamos todos, ou não se salva ninguém.

                                 

                                              

                              

QUEM NÃO TEM “PECADO” ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.

                                                            

                                                                 

   
      O uso das drogas vem, a cada dia, ganhando mais espaço dentro da nossa sociedade, transformando-se em uma das grandes tragédias da humanidade. Estimula-se o uso delas como se fossem o pó-mágicoque irá solucionar de forma imediata todos os problemas enfrentados pelo homem.A sociedade possui valores,crenças,atitudes e comportamentos que influenciam as tendências à compulsão e refletem nas relações sociais.

      

      O consumismo é estimulado e nos é empurrado a todo minuto, através de mensagens diretas ou subliminares, que ter é melhor do que ser.

 

      Nesse mundo consumista, as relações tendem, cada vez mais, a serem frias, apressadas, transitórias e promotoras de desconfiança em relação aos outros. Algumas mensagens são enviadas: Desconfie de todos, Não ponha as suas mãos no fogo por ninguém, adquirir é melhor do que doar, Cuidado! Alguém poderá lhe passar para trás.Plantam a desconfiança entre as pessoas.

 

      Segundo Freud, o pai da Psicanálise, contra o sofrimento que poderá advir de relacionamentos, a defesa mais imediata é o isolamento. Existem, contudo, outros métodos mais interessantes de evitar o sofrimento, aqueles que influenciam o nosso organismo: a substância química.

           

      Crer nessas mensagens é o mesmo que dizer que é mais garantido, seguro, previsível, atraente e prazeroso relacionar-se com “objeto”, pois se ele causar decepção será, logo, descartado.

           

      Para algumas pessoas o uso das drogas é passageiro e não causa prejuízo em sua vida, entretanto, para outras o seu uso tem conseqüências. No CID-10 encontramos alguns transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias psicoativas. Estes transtornos são conseqüência de um processo compulsivo do consumo das drogas, levando a pessoa à síndrome de dependência.

          

     Para o coordenador do Polo de Pesquisa em Psicologia Social e Saúde Coletiva da Universidade de Juiz de Fora, “... o fortalecimento de políticas públicas inclusivas para essa população deve dar-se com o entendimento pela sociedade de que os usuários de drogas são cidadãos que têm direito ao cuidado.

          

     Pelo fato de os usuários ainda serem vistos e vinculados ao tráfico ou a comportamentos criminosos, o uso e a dependência são muitas vezes interpretados como escolhas.”

          

     Acredito que se for para o debate da escolha iremos cair naquela antiga frase: quem nasceu primeiro, foi o ovo ou a galinha?

          

     O dependente das drogas precisa de ajuda familiar, profissional, dos amigos, da igreja, escola, do trabalho, governo, enfim, de todos nós.

          

     Proponho reflexão, debate e análise sobre o assunto, mas mais ação porque o tema pede emergência. Se quisermos uma sociedade mais justa, precisamos enxergar o outro e se não estamos conseguindo, que tal buscarmos ajuda para entender, compreender e aprender a enxergá-lo melhor?   

         

     Creio que as relações são de mão dupla.Não quero me permitir ser ingênua ao ponto de acreditar que o problema, o transtorno e a doença dizem respeito somente do outro. Todos nós contribuímos, direta ou indiretamente, pelo uso do pó-mágico. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra.

                                                      

                                                            

                                                                   

                                                                  

 

NINGUÉM MERECE, NÉ?

                                           

                                    (Fonte da imagem: http://noticias.r7.com/saopaulo/noticias/moradores-de-rua-)

 

      

 

 

        Quando vejo uma pessoa deitada na rua sem o mínimo de dignidade social, fico incomodada e uma pergunta vem em minha mente: Ela merece estar marginalizada, rejeitada, estigmatizada, excluída da sociedade?

       

        De um tempo para cá, o substantivo masculino de mérito, circula nos meios de comunicação como um novo paradigma, dando ao governo um perfil mais técnico e com menos trocas entre os aliados políticos.Não tenho o interesse de entrar nesse “mérito” da questão, mas pretendo usar a palavra merecimento como um instrumento facilitador para refletirmos sobre a exclusão social.

       

        No Gama Kuri, merecimento é “s.m 1-Qualidade que torna alguém digno de prêmio, de estima, de consideração. 2-Mérito, valor, importância.”

       

        Será que estar excluído da sociedade é um prêmio que alguém merece ganhar?

        

        Acredito que não. Porém, o que nós fazemos para evitarmos os falsos profetas que proclamam mentiras no nosso meio, nos enganando que tudo melhorou? Precisamos ficar atentos “... Porquanto abusam do meu povo, dizendo: ‘Tudo vai bem’, quando tudo vai mal...” (Ezequiel13,10)

       

        A cada dia vemos o aumento freqüente de indigentes nas cidades e os motivos são diversos: desemprego, dependência química, transtorno mental, falta de moradia... Penso que nenhuma destas pessoas deseja estar onde estão e muita coisa precisa ser melhorada. Inclusive,o prometeísmo que, infelizmente, costuma rondar em algumas bocas da nossa sociedade.

       

       Contudo, concordo que houve alguma melhora “Hoje, graças aos avanços nos processos de socialização da informação, as desigualdades sociais têm sido denunciadas publicamente, tornando-se mais conhecidas e combatidas. Felizmente, as questões sobre exclusão/ marginalização constam das mesas de debates onde são analisadas, buscando-se acabar com as práticas que as produzem e mantêm discriminado e segregando pessoas e populações.”(Rosita Edler Carvalho)

       

        Porém, não sejamos ingênuos em enxergar o mundo pela ótica da Polyana, porque esta visão não nos ajudará a ir em frente e transformar o que está naturalizado e normalizado.

      

        Lanço um desafio para todos nós passarmos a questionar o mundo que nos é apresentado como uma verdade única, buscar entender e transformar o que nos causa incômodo, angústia, medo, raiva, pena, indignação... Deixarmos de acreditar que somos meros espectadores só porque temos um lar, comida, conforto e cobertor.

      

        Que tal contribuirmos com condutas mais humanas para este mundo respirar melhor e viver melhor? Ver uma pessoa  excluída da sociedade e não fazer nada por ela, ninguém merece né?

      

 

                                                                                

 

QUAL É A MELHOR BANDA DO MUNDO?

 (Fonte da imagem:www.abmpdf.com)

  

                                               

                                             

                                                   

   No início do ano, a maioria das emissoras de TV modifica as suas grades lançando novos programas.Alguns, com temas voltados para a vida alheia. Por que será que falar do outro dá ibope?

      

   Nós, seres humanos, muitas vezes, falamos para criticar, julgar e condenar o mundo das outras pessoas. “O exato seria dizer que existe o meu mundo e o teu mundo, que você se move em um e eu no outro.”(José Gaiarsa).

    

   Portanto, somos diferentes. Acredito que o normal é ser diferente. Contudo, insistimos em olhar para fora, muitas vezes,para não viver essa diferença. Ficamos incomodados com ela e somos atraídos para viver a vida do outro.

 

   Atenção!“...É pela obra de suas mãos que o artista conquista a estima; e um príncipe do povo pela sabedoria dos seus discursos; e os anciãos, pela prudência de suas palavras.Um grande falador é coisa terrível na cidade; o homem de conversas imprudentes torna-se odioso."(Eclesiástico9,24-25)

      

   Cuidado com a fofoca! Para Gaiarsa, “No momento da Fofoca, vivemos o fato condenado sem nos comprometermos e sem nos arriscarmos. O protagonista foi o outro. Somos apenas auditórios. Mas estamos experimentando nem que seja tangencialmente, por identificação, aquele pecado contra o estabelecido.”

     

    Entretanto,também, nesta hora, sem perceber, fomos envolvidos por outro referencial que,muitas vezes, não faz parte do nosso mundo e nos perdemos no do outro.Todavia, a troca é super enriquecedora. No entanto, precisamos ter um norte em nossas vidas porque, caso contrário, podemos nos perder e correr o risco de ficar, falando e olhando pela janela da TV do outro, assistindo a banda dele passar “Mas para meu desencanto o que era doce acabou. Tudo mudou de lugar, depois que a banda passou.” (Chico Buarque)

    

    Precisamos ter cuidado para não perdermos a nossa banda e ficar atentos para não deixar de viver a nossa vida, porque como a banda do Chico, ela passa. Vamos valorizá-la, buscar o nosso progresso dia a dia. Que tal começarmos a ter como meta para este ano deixar de focar o outro?Conforme Thomas A.Kempis “Deveríamos ter mais paz se não nos ocupássemos com o que os outros dizem ou fazem.”

     

    Logo, não existe a melhor banda do mundo, mas a nossa banda, minha e sua, com instrumentos, músicas, letras, melodias, ritmos, sons e movimentos diferentes cuja espécie não existe outra.Por isso, vamos procurar tirar o olhar da banda do outro com críticas, julgamentos e fofocas. Ao invés disso, vamos formar um grupo musical bem diferente, mas normal.

   

                                                           

 

AMAR DÁ TRABALHO?

                                           (Fonte da imagem:http://dicasterceiraidade.blogspot.com)

                             

          Em alguns momentos da nossa vida passamos por dúvidas e incertezas que nos deixam angustiados por não saber a resposta: Amar dá trabalho? Queremos amar e ser amados, porém não queremos ter trabalho e nem responsabilizar-se pelas nossas decisões e escolhas.

 

        Segundo Albert Camus, “Somos responsáveis por aquilo que fazemos e que não fazemos e que impedimos de fazer.” Por isso, penso que na hora da dúvida e da incerteza que nos paralisam seja necessário procurar um refúgio, uma ajuda ou orientação para conseguir “des-cobrir” o que está encoberto com tantas fantasias, ilusões e medos que nos impedem de alçar um voo maior e enriquecedor: o relacionamento.

 

        Acredito que primeiro precisamos estar dispostos a retirar toda a capa que nos impede de conviver ou comunicar-se com o outro para, depois, decidir aceitar o convite do amor. Em um texto do psiquiatra Roberto Shinyashiki e Eliana Bittencourt: “... O amor é um convite a estar com o outro, porque, segundo o sociólogo italiano Francesco Alberoni, ‘é um estado nascente de um movimento a dois; é um querer estar compartilhando alegrias e dores, problemas e soluções com o ser amado’.” Acrescento de forma ousada que este convite precisa ser verdadeiro e autêntico entre duas pessoas diferentes, comprometidas e ligadas ao projeto em comum, por que sem isso me parece difícil manter uma série de atitudes recíprocas que ocorre no dia a dia.

 

        Logo, entendo que amar dá trabalho como toda atividade necessária à realização de qualquer tarefa para alcançar um determinado fim. Por conseguinte, requer, vontade, decisão, empenho, compromisso, doação diária, renúncia, respeito, responsabilidade e disposição para partilhar as imperfeições, pois como disse o filósofo grego Aristóteles “O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.”Sendo assim, deixo o convite para trabalharmos, arregaçarmos as mangas e não desistirmos jamais de amar só porque dá trabalho.

 

                                    

 

COMO O PSICÓLOGO PODE AUXILIAR NA PERDA DE ENTE QUERIDO?

                                            (Fonte da imagem:http://socuriosidades.blogspot.com) 

                                                                                                                                                               

            

 

      No dicionário do Aurélio, encontrei vários significados para o verbo perder: ter mau êxito em, esquecer em lugar de que não se tem lembrança, deixar de ver ou de ouvir,deixar de ter...Desde que nascemos passamos pela vivência da perda de um objeto, lugar, escola,amigos, emprego, família, animal e tantas outras mais. Porém, algumas pessoas conseguem lidar melhor com a perda, mas outras não suportam sentirem-se frustradas, derrotadas ou privadas. Então, o que fazer?

           

     Segundo Elizabeth Kübler-Ross, todas as perdas são oportunidades de desenvolvimento. Precisamos perder para ganhar. Nós, humanos, somos feitos de opostos: dor e prazer;alegria e tristeza; ódio e amor; encontros e desencontros; vida e morte. É pura ilusão querermos ter tudo e não perdermos nada.

           

     Infelizmente, muitos pais por amor querem impedir que seus filhos vivam a dor da perda,mesmo que seja de um brinquedo. Eles acreditam que, deste modo, vão protegê-los.Não percebem que ninguém descobre a sua fortaleza, coragem, dentro de quatro paredes ou pisando em almofadas. É preciso estar no mundo cheio de contradições enriquecedoras para se desenvolver e crescer fortalecido, pois no momento em que ocorrer uma perda irreparável como de um ente querido, possa enfrentar ou pedir ajuda para passar por ela sem muitos danos.

            

    O psicólogo pode auxiliar a pessoa a lidar com a realidade da perda, sendo uma pessoa acolhedora,oferecendo um espaço tranquilizador, onde a pessoa possa encontrar uma escuta técnica, empatia, paciência, autenticidade, aceitação ,principalmente, amor pelo ser humano.     

            

    Cada um tem um tempo para elaborar o seu luto pela perda sofrida. Uns tem um luto simples outros traumático. Alguns passam pela fase da negação, da raiva, revolta e depressão.Mas, com ajuda do psicólogo poderá vir a aceitar e aprender que passar por estas fases e que chorar não é ruim, mas, necessário para expressar os seus sentimentos até que se sinta seguro o suficiente para conseguir seguir em frente com saudade, mas seguir sabendo que “... só se tem saudade do que é bom,se chorei por saudade não foi por fraqueza, mas porque amei.” (Nelsinho Corrêa).

            

     Então, não tenhamos medo de amar, doar-se, perder, sofrer, chorar ou mesmo sentir raiva porque tudo isso faz parte da roda da vida. Hoje, podemos estar felizes por que ganhamos, mas amanhã podemos estar tristes porque perdemos um ente querido. O importante é decidir viver e , quando necessário, pedir auxílio para que possamos caminhar nessa roda mais seguros.