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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

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OU NOS SALVAMOS TODOS OU NÃO SE SALVA NINGUÉM.

(Fonte da imagem:http://projetoreisdaleitura.blogspot.com)                 

                

 

    Considerando o grupo familiar onde se desenvolve a primeira relação do indivíduo, é possível pensar que a compulsão às drogas esteja vinculada com as experiências vividas no sistema familiar.             

               

     Segundo a terapeuta familiar Miriam Schenker, o sistema de relações evolui com o decorrer do tempo. No entanto, o sistema familiar, muitas vezes, demonstra se fixar em uma determinada fase do seu desenvolvimento, apresentando dificuldades em lidar com o crescimento dos seus pequenos bebês. Alguns pais, chegam ao extremo de impedir  o voo da independência de seus filhos, estimulando a dependência deles através de cuidados e proteção exagerados.

    
              Acredito que a droga desempenha um papel importante dentro desse sistema dependente: cegar e anestesiar as diversas dificuldades que existem nas relações entre os familiares. Uma dessas é a transmissão de limites ao outro, pois eles são cobrados de um lugar não conhecido e confirmado. O não é expresso sem ter a certeza e firmeza que será cumprido ou qual o seu significado dentro da dinâmica familiar.          

          

              Será que o comportamento do familiar contribui na recuperação de uma pessoa que apresenta uma relação dependente com a droga?

          

              Compreender os membros e a história familiar ajuda o sistema a perceber o seu papel nesta dinâmica e a contribuição do seu comportamento na recuperação de cada participante que possui, muitas vezes, função imprecisa e sem limite, possivelmente, devido à fragilidade ou medo do encontro com o outro ou do término da relação simbiótica que reflete uma exagerada dependência recíproca.

           

              Entretanto, procurar entender, conhecer, ou mesmo modificar a dinâmica familiar, não é focar quem está dependente, mas, sim, o sistema que usa ruídos e esquemas comunicacionais doentios que facilitam a entrada da droga no ambiente familiar.

          

              Porém, “... Poucas famílias suportam a chaga narcisista que implica considerar-se co-gestoras da “mancha familiar” que representa um dependente de drogas.

        

             É preferível ver o dependente como “a ovelha negra que se extraviou no caminho” ."(Kalina)

         

            Penso, se a ovelha negra se extraviou do caminho está na hora de revermos onde estava o rebanho que não a viu sair ou qual foi a sua contribuição para tal extravio, pois acredito que toda a relação é de mão dupla.

      

           “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?”(Lucas 06,41) 

         

            Mesmo que ninguém possa tomar o remédio por outra pessoa, podemos, sim, contribuir em sua recuperação , estimulando o doente a procurar ajuda, mudar as suas atitudes, repensar as suas relações, entender e perceber o que lhe incomoda e não consegue explicar ou mesmo sentir, aprender a lidar com as suas emoções, contribuir com a recuperação do sentido da vida, colaborar na construção de novas metas e planos, resgatar a pessoa, através de acolhimento, carinho, compaixão, confiança em seu potencial, transmissão de limites e amor.

      
           Por conseguinte, lanço um desafio para todos nós: Investirmos em uma relação autêntica e humanizada, porque Ou nos salvamos todos, ou não se salva ninguém.