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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

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QUEM NÃO TEM “PECADO” ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.

                                                            

                                                                 

   
      O uso das drogas vem, a cada dia, ganhando mais espaço dentro da nossa sociedade, transformando-se em uma das grandes tragédias da humanidade. Estimula-se o uso delas como se fossem o pó-mágicoque irá solucionar de forma imediata todos os problemas enfrentados pelo homem.A sociedade possui valores,crenças,atitudes e comportamentos que influenciam as tendências à compulsão e refletem nas relações sociais.

      

      O consumismo é estimulado e nos é empurrado a todo minuto, através de mensagens diretas ou subliminares, que ter é melhor do que ser.

 

      Nesse mundo consumista, as relações tendem, cada vez mais, a serem frias, apressadas, transitórias e promotoras de desconfiança em relação aos outros. Algumas mensagens são enviadas: Desconfie de todos, Não ponha as suas mãos no fogo por ninguém, adquirir é melhor do que doar, Cuidado! Alguém poderá lhe passar para trás.Plantam a desconfiança entre as pessoas.

 

      Segundo Freud, o pai da Psicanálise, contra o sofrimento que poderá advir de relacionamentos, a defesa mais imediata é o isolamento. Existem, contudo, outros métodos mais interessantes de evitar o sofrimento, aqueles que influenciam o nosso organismo: a substância química.

           

      Crer nessas mensagens é o mesmo que dizer que é mais garantido, seguro, previsível, atraente e prazeroso relacionar-se com “objeto”, pois se ele causar decepção será, logo, descartado.

           

      Para algumas pessoas o uso das drogas é passageiro e não causa prejuízo em sua vida, entretanto, para outras o seu uso tem conseqüências. No CID-10 encontramos alguns transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias psicoativas. Estes transtornos são conseqüência de um processo compulsivo do consumo das drogas, levando a pessoa à síndrome de dependência.

          

     Para o coordenador do Polo de Pesquisa em Psicologia Social e Saúde Coletiva da Universidade de Juiz de Fora, “... o fortalecimento de políticas públicas inclusivas para essa população deve dar-se com o entendimento pela sociedade de que os usuários de drogas são cidadãos que têm direito ao cuidado.

          

     Pelo fato de os usuários ainda serem vistos e vinculados ao tráfico ou a comportamentos criminosos, o uso e a dependência são muitas vezes interpretados como escolhas.”

          

     Acredito que se for para o debate da escolha iremos cair naquela antiga frase: quem nasceu primeiro, foi o ovo ou a galinha?

          

     O dependente das drogas precisa de ajuda familiar, profissional, dos amigos, da igreja, escola, do trabalho, governo, enfim, de todos nós.

          

     Proponho reflexão, debate e análise sobre o assunto, mas mais ação porque o tema pede emergência. Se quisermos uma sociedade mais justa, precisamos enxergar o outro e se não estamos conseguindo, que tal buscarmos ajuda para entender, compreender e aprender a enxergá-lo melhor?   

         

     Creio que as relações são de mão dupla.Não quero me permitir ser ingênua ao ponto de acreditar que o problema, o transtorno e a doença dizem respeito somente do outro. Todos nós contribuímos, direta ou indiretamente, pelo uso do pó-mágico. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra.