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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

A JUSTIÇA NOSSA DE CADA DIA.

        Tenho pensado muito sobre a justiça nossa de cada dia diante dos fatos e acontecimentos expostos nos noticiários: aumento do número de menores infratores; pessoas que são condenadas a pena máxima, mas que não ficam presas por muito tempo; outras que se apresentam à delegacia por cometerem um crime e que, logo em seguida, saem pela porta da frente; outrem que por estar passando fome rouba comida e , imediatamente, é preso e etc.

      

         Será que temos praticado a virtude de dar a cada um aquilo que é seu?

      

         Penso que estamos passando por uma crise já anunciada, pois os nossos valores e limites estão frouxos.

     

         Não tenho a intenção de levantar qualquer bandeira, mas provocar uma reflexão sobre o nosso comportamento diante das injustiças  cometidas na frente da porta da nossa casa e que, muitas das vezes, nos fazemos de mortos por acreditar que não devemos nos meter em injustiça alheia e, com isso, acabamos perdendo a grande oportunidade de salvar uma vida.

    

        “Faze justiça tanto para o pequeno como para o grande”. (Eclo. 5,18)

     

         Ter um proceder reto, que não esteja em falta nem nas grandes nem nas pequenas coisas, não é fácil, mas necessário para que possamos conviver em uma sociedade com disposição de reconhecer os direitos de cada um.

      

         Segundo Anacleto O.Faria, “ ...o direito apresenta uma dupla finalidade: a segurança nas relações humanas e a justiça.Se o fim mediato do direito é garantir a ordem e paz na atividade humana social, o seu fim último é a realização de justiça”.

    

         Para realizar a justiça é preciso ter firmeza e obedecer aos fundamentos e regras universais que são imutáveis em seus primeiros princípios e reconhecidos pela razão humana: praticar o bem e evitar o mal, não prejudicar o outro, não matar... Esse direito natural é imprescindível do direito positivo que tem como significado o ordenamento jurídico em vigor em determinado país. Assim, o direito positivo está subordinado ao natural e não em sentido oposto.

    

         Portanto, praticar a justiça requer muito mais do que seguir ou não as condutas impostas, mas propiciar à humanidade o direito de nascer e crescer em um grupo social que ofereça meios para desenvolver e viver  em paz, com dignidade e amor, que garanta às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social com acesso à segurança, transporte, educação e ao trabalho de forma universal, igualitária e, acima de tudo, que a justiça nossa de cada dia salve vidas: “Não sejas como um leão em tua casa, prejudicando os teus domésticos e tiranizando os que te são submissos.Que tua mão não seja aberta para receber, e fechada para dar”.(Eclo.4,35-36)  

    

               

                                                                           

                                                   (Fonte da imagem:www.tvjustica.jus.br)