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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) *COMPRE PELO LINK *PREÇO FRETE DENTRO DO BRASIL *Tel.: BRASIL(21)98383-1978 * rosangelaperez@terra.com.br

NINGUÉM MERECE, NÉ?

                                           

                                    (Fonte da imagem: http://noticias.r7.com/saopaulo/noticias/moradores-de-rua-)

 

      

 

 

        Quando vejo uma pessoa deitada na rua sem o mínimo de dignidade social, fico incomodada e uma pergunta vem em minha mente: Ela merece estar marginalizada, rejeitada, estigmatizada, excluída da sociedade?

       

        De um tempo para cá, o substantivo masculino de mérito, circula nos meios de comunicação como um novo paradigma, dando ao governo um perfil mais técnico e com menos trocas entre os aliados políticos.Não tenho o interesse de entrar nesse “mérito” da questão, mas pretendo usar a palavra merecimento como um instrumento facilitador para refletirmos sobre a exclusão social.

       

        No Gama Kuri, merecimento é “s.m 1-Qualidade que torna alguém digno de prêmio, de estima, de consideração. 2-Mérito, valor, importância.”

       

        Será que estar excluído da sociedade é um prêmio que alguém merece ganhar?

        

        Acredito que não. Porém, o que nós fazemos para evitarmos os falsos profetas que proclamam mentiras no nosso meio, nos enganando que tudo melhorou? Precisamos ficar atentos “... Porquanto abusam do meu povo, dizendo: ‘Tudo vai bem’, quando tudo vai mal...” (Ezequiel13,10)

       

        A cada dia vemos o aumento freqüente de indigentes nas cidades e os motivos são diversos: desemprego, dependência química, transtorno mental, falta de moradia... Penso que nenhuma destas pessoas deseja estar onde estão e muita coisa precisa ser melhorada. Inclusive,o prometeísmo que, infelizmente, costuma rondar em algumas bocas da nossa sociedade.

       

       Contudo, concordo que houve alguma melhora “Hoje, graças aos avanços nos processos de socialização da informação, as desigualdades sociais têm sido denunciadas publicamente, tornando-se mais conhecidas e combatidas. Felizmente, as questões sobre exclusão/ marginalização constam das mesas de debates onde são analisadas, buscando-se acabar com as práticas que as produzem e mantêm discriminado e segregando pessoas e populações.”(Rosita Edler Carvalho)

       

        Porém, não sejamos ingênuos em enxergar o mundo pela ótica da Polyana, porque esta visão não nos ajudará a ir em frente e transformar o que está naturalizado e normalizado.

      

        Lanço um desafio para todos nós passarmos a questionar o mundo que nos é apresentado como uma verdade única, buscar entender e transformar o que nos causa incômodo, angústia, medo, raiva, pena, indignação... Deixarmos de acreditar que somos meros espectadores só porque temos um lar, comida, conforto e cobertor.

      

        Que tal contribuirmos com condutas mais humanas para este mundo respirar melhor e viver melhor? Ver uma pessoa  excluída da sociedade e não fazer nada por ela, ninguém merece né?