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Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora do livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) Peça o livro pelo WhatsApp ou e-mail *Tel.: BRASIL (21)98383-1978 *E-mail: rosangelaperez@terra.com.br

Rosangela Perez

*Psicóloga CRP ativo *Psicoterapeuta *Professora *Palestrante *Autora do livro: EXERÇA SUA LIBERDADE DE SER(Ed.Letra Capital) Peça o livro pelo WhatsApp ou e-mail *Tel.: BRASIL (21)98383-1978 *E-mail: rosangelaperez@terra.com.br

O FELINO QUE RUGE.

            Diante dos diversos fatos estarrecedores vivenciados, já há algum tempo, pela nação brasileira, o que me deixa perplexa e indignada são as atitudes de algumas pessoas ao agirem com total indiferença e egoísmo na presença das dificuldades e fraquezas de outrem e , ainda, terem o desplante de se aproveitarem disso.

 

          Aumentam o preço dos poucos alimentos encontrados nos mercados e nas feiras livres, combustíveis nos postos, transportes e, ainda, propagam notícias falsas com o objetivo de desestabilizar uma população. Roubam e espalham sangue pelas ruas sem dó e nem piedade, agem como se estivessem perante uma presa ensanguentada, debatendo-se, clamando por vida, mas que nada fazem para contribuir com a salvação, apenas se preocupam com os seus desejos momentâneos e nada mais.

 

        Quanta ganância e indiferença!!!O felino ruge, avisa que está chegando para arrebatar a presa, viola as leis, toma os bens e as riquezas, não distingue o puro do impuro, mente, oprime e ao invés da população se unir para salvar uns aos outros... “ A população da terra se entrega à violência e à rapina, à opressão do pobre e do indigente, e às vexações injustificáveis contra o estrangeiro.”( Ezequiel 22, 29).

 

        Os aproveitadores esquecem que todos nós fazemos parte de uma única raça, a humana e somos partes do mesmo grupo, dos mortais. As nossas escolhas irão refletir no grupo o qual pertencemos e uma hora ou outra iremos pagar e responder por isso. Estamos ligados e dependemos uns dos outros.

 

         Contribuir com a desordem e com o crime de nada irá nos ajudar a enfrentar o caos urbano e nacional, como também ficarmos estagnados na frente de tanta ganância e destruição, concordando com as medidas e ações execráveis, utilizadas por algumas pessoas com o intuito de escamotear a verdadeira realidade por puro interesse próprio, deixando de lado o bem comum.

 

        A mudança é necessária e pulsa com bastante urgência. Cabe aqui o filósofo e escritor, Mario Sergio Cortella “A busca da excelência exige ação. Mas sem cautela imobilizadora nem ímpeto inconsequente.”

 

      A coragem, sabedoria e o discernimento poderão ser preciosos ingredientes para exterminar ou pelo menos amenizar a fome do animal que insiste em rugir e avançar em todo o povo.

 

    Contudo, para isso precisamos fortalecer a nossa subjetividade, a subjetividade do povo. Cuidar do sofrimento ético-político e da humilhação social que retiram a potência das pessoas. Segundo Sawaia ( Apud, Psicologias,2008, pág.189), “o sofrimento ético-político abrange as múltiplas afecções do corpo e da alma que mutilam a vida de diferentes formas. Qualifica-se pela maneira como sou tratada e trato o outro na intersubjetividade, face a face ou anônima, cuja dinâmica, conteúdo e qualidade são determinados pela organização social.”

 

         Enfim, enfrentar o felino não é fácil , mas alguém disse que seria? Para tal precisamos nos unir para agirmos, apropriarmos da nossa produção, seja material, cultural, econômica, política... nos fortalecer, evitando egoísmos, usuras, cobiças e inverdades que provavelmente favorecerão o aumento da desigualdade social e o rugido do felino.

                                                   

                                         (Fonte da imagem: unicagestão.com)

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NADA VOS É IMPOSSÍVEL.

Ao entrar em contato com essa frase me peguei refletindo sobre o significado da palavra impossível. Segundo o dicionário on-line de português é o que não pode ocorrer nem existir. A partir de algumas crenças e valores que nos foram transmitidos, muitas das vezes, acabamos por crer na existência da impossibilidade da remoção de algumas montanhas individuais e sociais que surgiram e insistem em embarreirar o nosso crescimento sem que façamos nada para deslocá-las.

 

Vide o quadro político em que se encontra o nosso País, neste momento. Independentemente de partido político estamos vivenciando um panorama bem desanimador.

 

Como lidar com essa situação bastante desalentadora quando sabemos que os direitos tanto individuais quanto os sociais estão sendo violados segundo a segundo?                                                                                 

De acordo com o art.153 da Constituição Brasileira, são  quatro os direitos individuais: igualdade, liberdade, segurança e propriedade. Além dos direitos individuais já discriminados, existem os sociais. “Trata-se de direitos ligados à atividade social do Estado, constituindo-se numa obrigação de fazer, de parte deste último...Muitos dos chamados direitos sociais permanecem regras meramente programáticas, sem efetivo cumprimento”, segundo Anacleto de Oliveira Faria.(Instituições de Direito, 1980, pág.267).

 

Muitos de nós enxergamos na nossa frente uma montanha intransponível que impede o desenvolvimento da nossa nação. Expressamos em nossas redes sociais a incredulidade nos gestores de diversas instâncias governamentais para resolver os inúmeros e diversificados problemas do Brasil. Influenciamos e somos influenciados o tempo todo.

 

Diante disso, o que podemos fazer? Será que realmente a fé remove a montanha do descumprimento dos direitos individuais e sociais? Para algumas pessoas a resposta é sim, porém  a fé  precisará estar alicerçada em atitudes. Precisaremos fazer a nossa parte, dia após dia com constância,  para que os nossos direitos, individuais e sociais, não sejam mais desvalorizados e violados a luz do dia como se isso fosse natural. Tampouco, concordar e crer que somos impotentes perante a montanha da impunidade. Evoco as palavras do ilustre pesquisador Oswaldo Cruz “Não esmorecer para não desmorecer.”Portanto, os frutos dos nossos atos surgirão de acordo com a maneira como nos comportamos, mesmo defronte de inúmeras intempéries e de valores que nos são impostos e  distorcidos da nossa realidade.

 

Assim, desejo que possamos refletir sobre às vezes em que ficamos rígidos, insistindo e perdendo tempo em abrir uma porta trancada que nos passam ser a única existente que nos levará a solução dos nossos problemas ou mesmo estagnados diante de uma tarefa que acreditamos ser impossível de ser realizada seja por medo, por uma crença introjetada ou falta de fé em nosso potencial, nossas competências e habilidades para deslocar uma montanha. Enfim, não dá para creditar na sorte unicamente para deslocar uma montanha sem o nosso comprometimento, esforço e dedicação com os nossos valores e crenças. Até o milagre para acontecer precisa  da nossa crença no milagreiro através de ações concretas, demonstrando que nada vos é impossível.

 

                           

                                 (Fonte da imagem: google.com.br)

 

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ATENÇÃO!!!!!

Preço do livro unitário: R$30,00.

+ R$ 6,00  do frete.

Esse valor do frete é válido somente para o território brasileiro.

 

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...

 

ATENÇÃO!!!!!

NÃO MARQUE NADA PARA O DIA 19/04, DAS 18H ÀS 21H.

NESSE DIA MUITA COISA PODE MUDAR, INCLUSIVE VOCÊ.

AGUARDE.

 

NÃO SE DEIXARÁ PEDRA SOBRE PEDRA.

                                                                                                         

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                                  (Fonte da imagem: google.com.br)

 

 

 

Diante de tantas notícias devastadoras e estarrecedoras vindas de vários lugares, penso que, em algum momento, nenhuma construção conseguirá permanecer firme, porque muitas ideias e valores estão sendo questionados e colocados em cheque de uma forma leviana, provocando a segregação, ao invés do respeito com o compromisso social.

 

Longe ir contra a qualquer questionamento, mudança ou mesmo revolução, até por que fazer objeção é bastante enriquecedor e inteligente. Contudo, desejo provocar uma reflexão sobre as enxurradas de críticas, principalmente aquelas que se dizem estar a favor do social, mas têm como pano de fundo a opinião contrária à liberdade de expressão, querendo igualar todas as pessoas, excluir suas singularidades, colocá-las no mesmo patamar,  ditar critérios para quem é normal, quem está certo (a), quem deva ser aplaudido (a) e copiado (a) ou quem é doente, quem está errado (a), quem deva ser vaiado (a), punido (a) ou mesmo banido (a) do grupo.

 

Ressalto aqui a importância de pararmos e pensarmos diante de tantas informações que nos chegam a cada milésimo de segundo. Atentarmos para as palavras que muitas das vezes estão recheadas de frases vanguardistas, mas que na verdade comungam com o radicalismo, extremismos, marginalização e exclusão. O objetivo real é nos enganar com falsas profecias e promessas de salvação para provocar uma grande confusão em nossas crenças e valores e nos deixar frágeis, fracos, inseguros, submissos e manipuláveis.

 

Viver em grupo é um grande desafio, pois somos diferentes e únicos. Aceitar a diversidade é uma questão de escolha e respeito à humanidade, pluralidade e singularidade, porque cada pessoa tem uma realidade e modo de vida. Querer impor às pessoas o nosso modo de enxergar o mundo é destruidor e somente contribuirá para construir um abismo entre o compromisso pessoal com o social.

 

Assim, espero que consigamos aprender a perseverar naquilo que nos edifica , estando de sobreaviso para tudo aquilo que nos aproxima de forma sedutora com o intuito de nos empobrecer e nos afastar da individualidade em co-relação com o outro.

 

 

 

 

 

RENOVAÇÃO.

      Quando iniciou um novo ano civil passamos a ter mais de trezentas oportunidades para recomeçarmos o nosso projeto e pôr o foco em nossa meta. Entretanto, muitas das vezes, demonstramos estar presos (as) a desejos de outra pessoa e também, geralmente, a frases prontas, enviadas via redes sociais, que não têm nada a ver com o nosso plano e momento de vida. Se não estivermos atentos (as) ao que realmente faz sentido para nós, poderemos correr o risco de colocarmos vários entraves em nosso projeto e nos mantermos sujeitos a vontade de outrem que impedirá de chegarmos a concretização dele e, como consequência, poderemos acabar mortos em vida.

       

        Para isso, entendo que precisamos querer, bem como, estarmos dispostos a fazer o movimento que nos levará a descobrir as nossas necessidades mais pulsantes, que precisarão ser percebidas e aceitas, para podermos ir ao encontro daquilo que nos estimulará e nos ajudará a nos mantermos motivados(as) a alcançar a tão sonhada meta traçada no início do ano, mesmo  diante dos problemas que precisarão ser resolvidos, que provavelmente surgirão, ou mesmo das pressões sociais que farão o possível para que sejamos marionetes ou que desempenhemos papéis de coadjuvantes, ao invés de  protagonistas da nossa história, e desviemos o nosso foco da nossa meta.

 

  Daí a importância de procurarmos o nosso autoconhecimento com coragem, respeitando o nosso tempo, para através dele possibilitar o encontro com a nossa história, com tudo aquilo que contribuiu e contribui para sermos quem somos hoje e propiciar a descoberta e a identificação daquilo que nos é imprescindível.

 

  Tampouco, se procurarmos nos manter firmes, perseverantes e fiéis ao nosso propósito, mesmo diante do sofrimento que muitas das vezes sentimos ao encararmos a nossa imperfeição, poderemos encontrar a verdade que nos liberta das limitações impostas por outrem e nos impulsiona a construir e a realizar o nosso plano com mais determinação e segurança.

        Contudo, somente desejar a libertação desses limites que alguma pessoa cisma em nos impor, não basta. É necessário querermos ser revolucionários, desenvolver atitudes e responder por elas, pois caso contrário seremos levianos e imaturos. Devemos dizer ao mundo o que podemos fazer e não deixar que ele nos diga e nos coloque dentro de uma forma que não cabem as nossas habilidades, nossos potenciais e missão, engessando o nosso SER, matando o nosso intento.

     Assim, ao iniciarmos o novo ano com o anseio de recomeçar é dar uma nova chance para nós. Segundo Carlos Drummond de Andrade, é renovar as esperanças na vida, é acreditar de novo em nós mesmos. Ouso acrescentar que, também, é dizer sim para a libertação dos nossos corações de toda a opressão, é transformar a morte em vida.

                                              (Fonte da imagem: google)

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FAZER UMA FAXINA GERAL.

                                       (Fonte da imagem: google.com.br)

 

                                                         

 

                        

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      Existem momentos em nossa vida que demonstramos insatisfação com o rumo que ela tomou, pensamos que as coisas estão ruins, por não estar fazendo mais sentido. Acredito que é nessa hora que devemos pedir ajuda, se necessário for, para conseguirmos arregaçar as nossas mangas e realizar uma verdadeira faxina em nossa casa, independente da nossa idade, se quisermos mudar a trajetória desta direção.

         

        Segundo o filósofo existencialista Jean Paul Sartre “O homem está condenado a ser livre. ” Não temos como fugir disso. A todo momento escolhemos. Até quando expressamos não querer escolher, isso já é uma escolha. Toda escolha tem consequência e, como tal, definirá como devemos ser no mundo.

        

     Contudo, ter consciência da nossa responsabilidade pelas escolhas que fazemos muitas das vezes nos causa angustia, mas não temos escapatória se quisermos alterar o final do percurso. Teremos que fazer a nossa parte. O ouro que nos reveste poderá ser lindo, mas se não for polido perderá o brilho.

         

        Não adianta ficar somente no círculo vicioso da reclamação, do murmúrio e da paralisação, demonstrando insatisfação com as coisas ou mesmo com o comportamento das pessoas ao nosso redor se não realizarmos a nossa parte, escolhendo fazer algo para provocar a nossa mudança.Se estamos insatisfeitos, então, somos nós quem precisamos mudar.

       

      Procurar perceber, aceitar, ter coragem e escolher quem deverá se manter afastado da nossa vida, porque insiste em nos impedir de ir adiante, em querer nos enfraquecer, em dizer quem somos e devemos ser, impor que não temos escolhas para dar sentido a nossa vida, que nada poderá ser mudado e que não temos mais jeito, poderá ser um grande começo para  encontrarmos e resgatarmos a nossa liberdade de SER.  

        

          De acordo com Sartre “ O inferno são os outros. ”. O olhar do outro nos ajuda a nos reconhecer, carregados de contradições, com erros e acertos, fragilidades e fortalezas, mas ao mesmo tempo, também, nos causa angústia e conflito, porque as nossas escolhas e verdades são diferentes.  Por isso, o inferno. Uma vez que tomamos consciência disso, podemos refletir sobre as diversas influências que sofremos durante a nossa existência e sentido que damos a ela: história de vida, valores, crenças, afetos/desafetos, atitudes e escolhas. Como disse Sartre: “ O mais importante não é aquilo que fizeram de mim, mas o que eu faço com o que fizeram de mim."

       

      Portanto, estarmos insatisfeitos (as) com a direção que a nossa vida está seguindo não é ruim. O que poderá ser ruim é o que iremos fazer com isso, o que iremos escolher para alterar ou não esse rumo. Nada é imutável. A vida segue um fluxo constante. Afirmou o filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso: "Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez não somos os mesmos, e também o rio mudou. ” Assim, proponho que façamos uma faxina geral em tudo o que contribuiu e contribui na tomada das nossas decisões para não sairmos por aí, desenvolvendo atitudes sem autonomia e responsabilidade e deixarmos de realizar as coisas que definirá a nossa existência e dará sentido a ela.