09
Mai 12

A CURA.

     

 

                               (Fonte da imagem: http://meufantasticomundo2.blogspot.com.br)

 

 

 

 

       Desde que o mundo é mundo acredito que o homem vive uma busca, interminável, para descobrir a cura de todos os seus males: físicos, psíquicos, espirituais e sociais.No entanto, algumas pessoas dedicam o seu dia para focar a sua doença ao invés de focar a saúde.

      

       Muitas teorias surgiram para tentar explicar como se dá o processo do adoecimento e de que forma podemos alcançar a tão esperada saúde. Para OMS «Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades.»

     

        Mas será que existe alguém que conseguiu alcançar esse completo bem-estar conceituado pela OMS?Penso ser difícil estar saudável diante de tantas injustiças, diferenças sociais, tragédias urbanas, enfim, misérias humanas que, diariamente, assistimos através dos meios globalizados ou mesmo pessoalmente.

      

        Questiono: Como manter-se imune a tudo isso?Gostaria que todos pudessem encontrar a cura nossa de cada dia.

      

        Pra início de 'conversa', o que vem a ser cura?Segundo o dicionário Aurélio significa “restabelecimento da saúde”.

      

        Observo que algumas pessoas verbalizam querer estar curadas, restabelecer a sua saúde, mas permanecem em um estado de dependência, esperando que alguém as cure sem precisar fazer esforço, clamar por ‘ela’, pedir ajuda ou se levantar para ir ao encontro de quem poderá curá-la.São incongruentes: falam uma coisa, mas a sua postura e atitude demonstra outra.

      

        Já ouviu falar sobre ganho secundário?

     

       “Ser Doente é tratado como um ser diferente, gozando de certos privilégios, atenção de todos que o cercam.Em muitas situações, utiliza-se deste estado de Ser Doente a fim de se comunicar com o mundo e obter certos benefícios”. (Cláudia Tavares e Ricardo Sebastiani).

      

       Quem um dia não obteve esses ganhos quando estava doente?

     

      Contudo, existem pessoas que acabam se deixando levar por esses ganhos e nem percebem que, muitas vezes, estão mendigando amor, carinho, atenção em troca de cuidados eternos.Agarram-se a doença como se ela fosse sua amiga e companheira.

      

      Compartilho com a opinião do saudoso Pe. Léo da Comunidade Canção Nova: “A pior coisa é você se convencer que é doente.” Existem pessoas que em vez de falar o seu nome, primeiro, durante uma apresentação, diz: sou um doente... Depois, muito tempo depois, fala o seu nome. Tenho a impressão que perderam a sua identidade como pessoa, pois ser doente é diferente de estar doente. O primeiro verbo me passa paralisação, comodismo e impotência e o segundo: movimento, dinamismo, potência e possibilidade.

      

        Por isso, creio que precisamos buscar e tomar posse da nossa cura; confiar na nossa restauração; ser ativos; se engajar ao tratamento ; focar o bem-estar, de acordo com as nossas possibilidades, não cultuar doença; remoer culpa; passado; decepção; mágoas; fracassos e perdas, já que como Lulu Santos escreveu um dia: “Existirá em todo porto.Tremulará a velha bandeira da vida. Acenderá todo farol.Iluminará uma ponta de esperança. E se virá, será quando menos imagina. Demolirá toda certeza vã não sobrará pedra sobre pedra”.Assim, que venha a cura que tanto precisamos, como resultado da nossa busca, mesmo que não seja a que queremos.

   

 

 

 

 

 

publicado por sempreemfrente às 20:31 | comentar
25
Abr 12

MUDANÇA.

        Em alguns momentos, parece que se faz necessário aparecer uma tribulação, um ‘tsunami’ em nossa vida para nos darmos conta de que a mudança faz parte do processo de evolução da espécie humana: nascimento, fase infantil para adolescência, adulta para maturidade, morte ou mesmo uma mudança de emprego, moradia, de estado civil, compromissos, planos...Mas apesar dessa tomada de consciência sobre as transformações, muitas vezes, involuntárias, ainda, somos surpreendidos pelas tribulações, tormentos, contrariedades inesperadas e  deixamos nos inquietar, sentindo-se aflitos, ansiosos, medrosos e, muitas vezes, desesperados .

      

        Nesta semana, me peguei pensando sobre como a possibilidade de mudar, de fazer diferente, viver o novo, causa insegurança, para algumas pessoas, mobiliza, às vezes, a fazer passar, através da imaginação, de um estado de paz para um de guerra.Agarrando-se as preocupações cotidianas,dúvidas e incertezas, usando a tal ‘síndrome de Gabriela’ como desculpa para continuar tudo como antes: 'Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela'.Não concordo com essa síndrome, pois desde a nossa concepção estamos em constante mudança.As mutações são necessárias para desenvolver outras características, habilidades que serão favoráveis para melhor ocorrer à adaptação ao ambiente.De acordo com Charles Darwin “As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças”.

        

       Por conseguinte, mudar é inevitável e, algumas mudanças, são extremamente necessárias, para que possamos nos desapegar do que não nos faz mais ir adiante e, sim, ficar em um estado, muitas vezes, letárgico, frouxo e acomodado sem enxergar novos rumos e direções a tomar.Muitas pessoas querem melhorar, mas não querem passar pela mudança com esforço, disciplina, dedicação, determinação e renúncia.Permanecem, somente, no plano dos sonhos, fantasias, sem conseguir dar um salto maior, ou mesmo abrir a janela de forma diferente para enxergar a paisagem com outro foco.Elas ,sem perceber, escolhem ficar paradas, agarradas ao passado, aos rancores, mágoas, decepções e sonhos que não deram certo.Ficam com sua vida estagnada e quando se deparam com um infortúnio, sofrimento ou dor tendem a se desesperar, largar tudo com impulsividade, sem paciência.Não aceitam o incontrolável e não sabem esperar o momento certo para mudar ‘o jogo’. Acreditam que o que está vivendo não vai passar.Pensam que são imortais e imutáveis.

       

        Enfim, mudar é necessário, bem como morrer todos os dias é preciso para que possamos nascer lá na frente, mais transformados, fortes, firmes, confiantes, seguros, diferentes, novos, mais dinâmicos, alegres e dispostos a viver.Lembremos que não existe planta sem a morte da semente, nem borboleta sem a morte da lagarta.Assim, todo processo de evolução passa pela morte, pela mudança, quer queiramos ou não e “ seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”(Filipenses 03,16) com o olhar fixo na melhora, na passagem do ‘tsunami’ para a calmaria, da guerra para a paz, valorizando todos os nossos momentos, intensamente, valorizando a  nossa mudança.

 

                                                                                 

                                         (Fonte da imagem: http://rosana-borboletas.blogspot.com.br)
 

 

 

publicado por sempreemfrente às 23:30 | comentar
19
Abr 12

RESILIÊNCIA, O QUE É ISSO?

                                                 (Fonte das imagens: http:// psipositiva.wordpress.com)                                                                         
        
       
 
         No momento, o mundo está globalizado e exige que as pessoas estejam preparadas para as mudanças que ocorrem em milésimo de segundos.Não basta mais ser competente tecnicamente, é necessário querer mudar e ajustar-se de acordo com as circunstâncias, pois várias são as transformações em diversas áreas: Econômica, Social, Cultural, Política, Tecnológica, Ecológica, Saúde e Trabalho.

      

        As demandas são rápidas e ter que administrá-las exige de nós um preço alto, gerando, muitas vezes, sofrimento psíquico.Então, o que devemos fazer para suportar as contrariedades impostas ao nosso psiquismo?

      

       Aí vão algumas dicas:

    

      Buscar flexibilidade de atitudes, afetos e ações para atender as novas solicitações; aceitar a realidade; enxergar as situações críticas como desafios a serem vencidos; transformar as crises em oportunidades; ter uma crença de que a vida tem um significado; ter habilidade para improvisar; ser assertivo; focar na solução do problema; ter uma atitude mais reflexiva do que impulsiva e buscar agir em vez de reagir.

     

       Mas, resiliência, o que é isso?

    

       De acordo com o dicionário Houaiss a palavra resiliência é a “propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica; capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças”.

    

       Assim, resiliência é uma propriedade que está ligada a comportamento, habilidade que pode ser desenvolvida por qualquer pessoa, mas é preciso que ela tenha consciência dos seus limites e queira transformá-los, superar pressões e obstáculos na vida pessoal e profissional, se adaptar ou evoluir positivamente frente às adversidades, avançar ou recuar para voltar ao estado original com mais coragem, força, criatividade, bom humor, autoconhecimento e autoconfiança, porque ter essas atitudes é ser resiliente.

    

       Por fim, deixo uma reflexão: Encaro as dificuldades que surgem em minha vida com resiliência?     

     

 

 

                        
        
publicado por sempreemfrente às 18:22 | comentar
12
Abr 12

ONDE FOI QUE EU ERREI?

          Estava a folhear um livro e me deparei com Carlos Drumond de Andrade “Meu corpo não é meu corpo, é ilusão de outro ser. Sabe a arte de esconder-se e é de tal modo sagaz que a mim de mim ele oculta”.

         

          Ocultar é não revelar.

         

          Penso que muitas pessoas vivem se escondendo, evitando mostrar o seu verdadeiro corpo ou quem sabe a sua alma.

         

          Entendo que para nós sermos transparentes uns com os outros é necessário sentirmos seguros, aceitos e satisfeitos.

        

          Mas existe uma pessoa totalmente satisfeita com o que tem?

        

          Acredito que não, principalmente, no meio da nossa sociedade consumista e globalizada onde recebemos várias informações sobre o novo paradigma do momento em milésimo de segundos.

        

          Uma vez que não conseguimos assimilar todos os informes, nos deixamos ser manipulados pelo atual comportamento do mercado: chapinhas, alisamentos, olhos grandes, lábios carnudos, unhas postiças, carro do ano, celular de última linha, tênis, silicone, corpo escultural ou magérrimo...

      

          Não tenho a intenção de levantar uma bandeira contra quem quer que seja, mas cutucar, mobilizar para a reflexão sobre as nossas escolhas e comportamentos diante de tanta informação que, muitas vezes, nos deixam confusos, ou melhor, ocultos e que podem nos levar ao sofrimento.

      

          Onde começa a necessidade e termina o prazer?

      

         “Neste lábil terreno de incertos limites é que o conflito pode não se resolver, ou melhor dito, que as satisfações esperadas podem não ocorrer. E mais ainda, que a necessidade e a realidade se sobreponham`a busca do prazer-suficiente, instalando o sofrimento e a dor”.(Maria Auxiliadora Arantes).     
                                                                                                                                                                                    

          Já ouviu falar sobre os transtornos alimentares?Existem duas síndromes importantes e bem definidas: Anorexia nervosa e bulimia nervosa.

      

         Segundo o CID 10, a anorexia nervosa “é um transtorno caracterizado por deliberada perda de peso induzida e/ ou mantida pelo paciente” e a bulimia nervosa “ é uma síndrome caracterizada por repetidos ataques de hiperfagia e uma preocupação excessiva com o controle de peso corporal, levando o paciente a adotar medidas extremas, a fim de mitigar os efeitos “ de engordar” da ingestão de alimentos”.

      

         Creio que desejar o melhor para si é muito bom e saudável. No entanto, querer ser o que não é... Quanto sofrimento!

      

         Olhar-se no espelho e enxergar uma pessoa fora dos padrões momentâneos e sentir-se insatisfeita, esquisita, estranha e feia. “Aonde foi que eu errei? Será que é minha roupa? Será que é a outra? Será que estou magra ou engordei? Será que eu sou feia? Será o meu cabelo? Será um pesadelo?”. (Alexandre Lucas, Cacá Moraes e Júlio Borges)

      

         Assim, acredito que ao engolir ou passar fome para conquistar o mercado de trabalho, amigo, amante, sucesso, prestígio, status, reconhecimento...E esquecer ou ignorar que entramos em um círculo insaciável, voraz, minuto a minuto, é esconder, cobrir, velar, tapar, tornar secreto o nosso valor e ética, sentimento, humor, emoção e deixar o nosso corpo oculto.

      

         Finalizo com uma provocação para avaliarmos o nosso comportamento, papel, dentro da sociedade insatisfeita e insaciável que estimula a ocultar o corpo e a alma. Aí vai a pergunta: Onde foi que eu errei? Atenção: Esta resposta não é para nos sentirmos culpados, paralisados, mas estimulados a ir à frente de um jeito diferente, mas sempre em frente.

 

 

 

                                                                                      

                                              (Fonte da imagem: fitametricaconsultoria.com.br)

 

publicado por sempreemfrente às 00:08 | comentar | ver comentários (3)
04
Abr 12

CONSUMIR OU SER CONSUMIDO?

                                                       (Fonte da imagem: www.grupoescolar.com)

                                         

         

 

             A semana que antecede a Páscoa para os cristãos é considerada a maior e a mais importante de todas, pois anuncia: “He is not here- for He is risen”. “Com este anúncio, iniciou-se no mundo a missão da Igreja, que vem até os nossos dias. Este anúncio expressa a originalidade de Cristo com relação a todos os profetas e fundadores de religião.Todos eles estão encerrados no passado.Seus túmulos estão fechados.O único túmulo que permanece aberto até o dia de hoje é o de Jesus (...). Este anúncio, pois, não é só objeto da nossa fé. Está na origem da nossa fé”. (Dom Bento Beni dos Santos).

         

          Desejar feliz Páscoa para alguém é desejar que esta pessoa ressuscite, acorde, levante, se liberte de tudo que a escraviza e passe a viver de forma renovada.

       

          Então, por que o coelho como símbolo da Páscoa?

        

          Segundo alguns historiadores, a entrada do coelho nessa festividade tem origem na Idade Média, quando antigos povos pagãos europeus adoravam a deusa da primavera (Ostera ou Ostara) que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, símbolo da fertilidade, pulando em redor de seus pés nus.Tanto a deusa como o ovo são símbolos da chegada de uma nova vida.

       

          Mas, e o chocolate?     

       

          A partir da Idade Média, de acordo com historiadores, quando os persas queriam desejar felicidade, fecundidade e renovação presenteavam com ovos.Esse costume alastrou-se para Europa e começou a ser praticado após o período da quaresma.

      

          Para os cristãos, os quarenta dias que antecedem a Páscoa é chamado de quaresma.Esse tempo é marcado pela penitência, oração, escuta da Palavra de Deus e  jejum, abster-se de um pouco de comida e bebida, que termina na noite da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo.

       

          A historiadora Elisabeth de Contenson analisa que a entrada do chocolate nessa festividade começou no século XVIII, mas ninguém sabe ao certo o momento em que surgiu a ideia de perfurar a casca dos ovos para introduzir chocolate.Contudo, foi no século XIX que os ovos recheados de chocolate começaram a aparecer no comércio.

      

          Não quero  provocar uma revolução contra os ovos de chocolate no período pascoal, mas incitar uma reflexão sobre o consumo exagerado  nesse período.

     

          No início do mês de Março, o comércio já começa a nos bombardear com diversos tipos de ovos de chocolate, caixas, pacotes, promoções...Para que nós possamos consumir o máximo que podemos e, na maioria das vezes, não nos damos conta dessa manipulação “cacaueira”.

      

         Entendo que algumas pessoas ficam quase que anestesiadas com tanto cacau na praça ao ponto de enfrentar, após um dia cheio de atividades laborais, uma fila quilométrica, cheia de pacotes, caixas, barra de chocolate e ovos para participar, muitas vezes, de uma festa que para elas não têm significado em sua vida ou mesmo ignora.No entanto, foram pegas pelo consumo desenfreado.

      

         Quem já não foi pego?

      

         Que dilema: consumir ou ser consumido?

      

         Na sociedade consumimos e somos consumidos,diariamente.

      

         Consumimos comida, bebida, energia, bens materiais (privado ou público),músicas, palavras, gestos, atitudes...Sem muitas vezes, nos darmos conta que somos consumidos, também.

     
         Penso que precisamos estar mais atentos na hora do consumo “ Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”.(Karl Marx).

 
         Acredito que nem sempre podemos escolher como queremos, mas não precisamos acreditar que não temos opção de escolha,que somos escravos, levados por um consumo incoerente com os nossos valores e éticas.

   

         Na maioria das vezes, escolhemos baseados no que nos oferecem, porém temos exemplo em nossa sociedade que muitas pessoas ultrapassaram os limites impostos pelos outros e conseguiram ampliar as  opções de escolha com congruência.Foram ativos.Apropriaram-se do seu querer e  presentearam-se com uma vida renovada.

  
         Diante do exposto, você quer consumir ou ser consumido?

 

 

          

           

 

 

publicado por sempreemfrente às 20:08 | comentar | ver comentários (3)
21
Mar 12

NEM LUXO NEM LIXO.

 

      O que vem a ser luxo ou lixo?

 

     Acredito que ao parar e perguntar para algumas pessoas que estão embaixo de uma ponte, na época do inverno, sem ter o que vestir, devam me dizer que uma roupa velha e encardida para elas, naquele momento, é um luxo. No entanto, para quem a descartou, talvez,  seja um lixo.

 

     Mas afinal, o que vem a ser luxo ou lixo?

 

     No dicionário Aurélio uma das definições de luxo vem a ser “ vida que se leva com grandes despesas supérfluas” e lixo “coisa imprestável”.

 

     Observo no meu cotidiano que nós, humanos, estamos nos relacionando como se fôssemos coisa imprestável, fazendo grandes despesas supérfluas.

 

     De um tempo para cá ouço: “ontem fiquei com fulano, amanhã, talvez, com sicrano ou quem sabe beltrano? O importante é experimentar para vê se serve”.

 

     Para algumas pessoas, esse comportamento é corriqueiro, enquanto para outras, faz parte da nova geração e,como tal, é habitual.

 

     Será que virou ou sempre foi trivial usar o outro?

 

     Acredito que para termos um relacionamento que nos ajude a crescer, desenvolver, amadurecer, rir, brincar, chorar, ficar com raiva, vibrar com as conquistas, correr, pular, conhecer nossas limitações, ultrapassar os obstáculos precisamos experimentar, sim, mas não com o foco no uso, no descartável, imprestável, inútil, mas no conhecimento.

 

     Entendo que para conhecer é preciso querer buscar, se dar, não pela metade, mas por inteiro, sendo verdadeiro, congruente, simples, humilde e amável.Pronto ou disponível para abrir, entrar, mergulhar em um mundo desconhecido ora atraente ora assustador, contudo,vibrante e enriquecedor.

 

     Entretanto, precisamos fazer um movimento, começar, quem sabe com uma simples frase: Como vai você?

 

     Esta frase me reporta a letra escrita por Rita Lee e Roberto de Carvalho que diz “Como vai você, assim como eu.Uma pessoa comum, um filho de Deus...”

 

     Portanto, se você acredita ou não que somos filhos de Deus, que tal não duvidar da fé nas pessoas,nas relações duradouras que se constroem dia a dia, valorizando as rugas, experiências, a história, perda, conquista, o fracasso, sucesso, a saúde...Enfim, a vida, visto que ela não é supérflua e imprestável e nós não somos nem luxo nem lixo.

 

     Então, vamos nos conhecer? Eu começo: Como vai você?

  

 

 
(Fonte da imagem: lixoouluxo.wordpress.com)
 
publicado por sempreemfrente às 22:58 | comentar
14
Mar 12

PERSEVERANÇA.

         Quem já não se sentiu cansado,desanimado, derrotado, sem energia para movimentar os dedos, que dirá as pernas durante o percurso do caminho da sua vida?

        

         Quem já não ouviu palavras negativas vindas de todos os lados que ao invés de nos estimular na caminhada, só nos impediram, escravizaram ou mesmo destruíram os nossos projetos de vida?

      

         Pois é... O que fazer quando encontrarmos esse “tipo” de pessoa que parece que acordou disposto para jogar pedra ou areia nos sonhos dos outros?

        

         Segundo Antonio Gramsci “Contemplar todos os homens do mundo, que se unem em sociedade para trabalhar, lutar e aperfeiçoar-se, deve-lhe agradar mais do que qualquer outra coisa.” Mas,nem todos compartilham desse pensamento.

     

        Penso que ao invés de nos preocuparmos com as pessoas que dizem palavras que não nos edificam nem colaboram com o nosso crescimento, o melhor a fazer é buscar auxílio, alguém que nos possa sustentar, iluminar o nosso caminho para que possamos tomar fôlego para continuar e perseverar, mesmo diante das tribulações, pois acredito que, somente, conseguiremos prosseguir, amadurecer e desenvolver sendo humildes e conservando-se firmes e constantes.

     

        Aguenta firme! Não desista!

      

        Sozinho não está conseguindo?Então peça ajuda.

      

        Esta semana escutei do Alexandre Oliveira-CN “ o homem virtuoso reconhece a sua fraqueza”.

    

        “Pois quem não é contra nós, é a nosso favor.”(Mc.09,40)

     

        Que nós possamos não aceitar as pedras, areias, palavras daquelas pessoas que insistem em nos desanimar.

     

        Não vamos reagir, mas agir!

       

        Já observou os pássaros quando estão diante das adversidades?

     

       “O que faz o pássaro? Para,abandona a tarefa?De maneira nenhuma, começa, outra vez, até que no ninho apareçam os primeiros ovos.” (Autor desconhecido) Eles são incanssáveis!

    

         Entendo que para perseverar é necessário confiar, ter esperança, buscar outros caminhos para fazer a conversão mais iluminada e segura.

      

         Então, se preciso for, vamos recomeçar,recomeçar, recomeçar...

    

         Já dizia Carlos Drummond de Andrade, “Não importa onde você parou... Em que momento da vida você cansou... O que importa é que sempre é possível e necessário ‘recomeçar'.Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... É renovar as esperanças na vida e, o mais importante. Acreditar em você de novo.”.

    

         Finalizo, fazendo um convite para todos nós: Vamos perseverar!

 

   

 

                                                                                      

 

  

                                                                                       (Fonte da imagem: obrasileirinho.com.br)

publicado por sempreemfrente às 23:35 | comentar
07
Mar 12

PENSAR OU NÃO PENSAR...EIS A QUESTÃO.

 (Fonte da imagem: http://lilicanti.blogspot.com)

   

        

 

           Quantas vezes nós nos “pegamos”pensando em nossa vida, planos e sonhos? Será que vou conseguir passar de ano no colégio, vou conhecer uma pessoa especial, casar, construir uma família, ter uma profissão, sucesso, independência, ter casa, carro, conseguir ser classificada em concurso público... Será que vou ser feliz?

         

          O tempo passa e nossa mente pensa,pensa, pensa...

         

          Ufa!Tanto pensamento involuntário e voluntário!

         

          Mas o que fazer para controlarmos a nossa mente diante desse turbilhão de pensamentos?Será que devemos ler livros de autoajuda,controle da mente, meditação, oração, praticar exercícios, conversar com amigos, dançar, ter religião, ouvir música... Penso que precisamos pedir ajuda,caso esses pensamentos estejam “atrapalhando” as nossas atividades cotidianas, saindo do nosso controle, passando a ser obsessivos, que trazem angústia, apreensão e sofrimento.

        

          Algumas pessoas são diagnosticadas tendo transtorno obsessivo-compulsivo. No CID 10 “O aspecto essencial desse transtorno são pensamentos obsessivos ou atos compulsivos recorrentes (...) Pensamentos obsessivos são ideias, imagens ou impulsos que entram na mente do indivíduo repetidamente de uma forma estereotipada. Eles são quase invariavelmente angustiantes (porque são violentos ou obscenos ou simplesmente
porque são percebidos como sem sentido) e o paciente usualmente tenta, sem sucesso, resistir-lhes”.

        

          De acordo com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa os pensamentos obsessivos estão relacionados com o medo paralisante que cerceia a nossa liberdade de ação e causam ansiedade“eles se tornam obsessivos e nos perseguem justamente porque nos sentimos tão desconfortáveis e culpados de tê-los”.

       

          Oh!Quanta ansiedade!

       

          O tempo passa e a nossa mente pensa, pensa, pensa.

           

          Pensar ou não pensar... Eis a questão.

    
          Epa, espere aí!Então quer dizer que pensar é ruim?

    
          Não!Sofrer com os nossos pensamentos, isto sim é ruim.

    
          Assim, se você está passando por isso, espero com essa matéria ter provocado um movimento para ir pedir auxílio e descobrir o que está acontecendo: Quais são as causas ou os “gatilhos” que podem desenvolver comportamentos, rituais ou “manias”?Que pensamentos são esses que lhe aflige?

   
          Pensar ou não pensar... Eis a questão.

   
          Que tal atacar a raiz do problema?

   
          Decida-se!

 

 

                                                                                                                  

 

 

 

 

 

 

publicado por sempreemfrente às 23:02 | comentar | ver comentários (3)
29
Fev 12

VAI CAMINHAR!

 

         Quantas vezes em nossa vida escutamos que precisamos ter coragem para ir em frente, continuar a caminhada, sem medo de arriscar, perder, ganhar ou ousar porque “é caminhando que se faz o caminho.” (Titãs)

      
         Acredite!Confie!Dê passos largos!A hora é essa!

      

        Mas como saber qual a hora certa para alargar os passos durante a nossa caminhada na vida?

      

        A quem devo ouvir? A pessoa que me diz: Pare. Olhe a pedra no caminho ou aquela: Siga sem se preocupar com ela?

      

        Quem sabe não está na hora de sentar em cima dela e esperar o momento certo de prosseguir?

     

        Oh!Dúvida cruel: Caminhar ou não caminhar?  

     

        Compartilho com as pessoas que acreditam que uma das coisas que nos causam tristeza e nos fazem ficar paralisados é a dúvida.

     

        O que fazer?A quem recorrer?

       

        Acredito que seja fundamental ter uma crença em algo ou alguém para saltarmos, confiantes que lá embaixo seremos sustentados, segurados ou ajudados.No entanto, é preciso querer segurar a mão do outro ou ser sustentado por ele.

       

        “Vai caminhar, na estrada eu vou te curar. A cada passo junto a mim, verás que não chegou o fim. E nada vai poder te deter se começar a crer, se gritar por compaixão.Os meus braços te sustentarão.” (Dunga-CN)

      

        Ufa!Que bom saber que durante a caminhada da nossa vida não estamos sozinhos. Um pode ajudar o outro a sinalizar, clarificar, estimular, torcer, ensinar, reconhecer, exortar,colaborar...

      

        Todavia, precisamos querer compartilhar as nossas dificuldades para enxergar as pedras ou mesmo partilhar as nossas dúvidas em relação ao  que fazer com elas diante da tribulação.

     

        Não podemos nos esquecer de que a tribulação “realmente chega para todos, tanto para os que construíram sua casa sobre a rocha como para os que construíram sobre a areia (cf.Mt.7,24-27).Não importa o terreno.

    

        Então, se necessário for, façamos uma conversão, mudança de rumo, de atitudes, de pensamentos, pois “É na conversão e na calma que está a vossa salvação; é no repouso e na confiança que reside a vossa força.”(Isaías 30, 15)

    

       Finalizo com uma provocação: Vai caminhar!

 

 

 

                                                                          ( Fonte da imagem: fragmentosalheios.blogspot.com)

 

     

                                                                      

publicado por sempreemfrente às 01:31 | comentar
15
Fev 12

ALEGRIA,ALEGRIA,ALEGRIA.

            

 

 

                                               

                                                                                               

                                                (Fonte da imagem: www.brasilescola.com)

 

 

            Daqui a alguns dias, precisamente seis dias, comemoraremos uma das festas populares consideradas a mais animada: O carnaval.

           

            Algumas pessoas já se planejaram desde o ano passado para aproveitar o feriado fora do seu estado, município ou até país. Outras, vão para um retiro espiritual, fazenda, sítio, casa de parentes, amigos, ou ficam em sua residência para assistir as Escolas de Samba pela TV, ler um bom livro, conversar, brincar com seus filhos, passear nos parques, ir à praia, piscina... Enfim, cada pessoa vai procurar viver, prazerosamente, de acordo com seus valores e costumes.

          

            Mas, tenho a impressão, de que nesta época, todos nós, seres humanos, somos “intimados” a estarmos alegres, pois , caso contrário, talvez, desafinemos no bloco do carnaval.

          

            Segundo Gabriela Cabral “O carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos.

          

             A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos.” Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.”

       

            Não tenho a pretensão de trazer à tona a discussão sobre “os atos pecaminosos” banidos pela Igreja durante a comemoração do carnaval, mas faço um convite para refletirmos sobre a alegria.

      

            No dicionário Aurélio, a alegria é uma qualidade ou estado de quem tem prazer de viver.

      

            Será que para demonstrarmos que estamos alegres com as nossas conquistas, produções, trabalho, família, estudo é preciso fazer uso de drogas e ou sexo abusivamente?

      

            “Do riso eu disse: “Loucura!”,e da alegria: “Para que serve?”.(Eclesiastes 02,02)

       

             Qual é alegria que queremos para a nossa vida?A verdadeira ou a falsa?

       

             Vamos fazer uso das máscaras de carnaval para nos divertirmos ou para esconder ou fingir os nossos afetos?

      

             Lembremos que tudo passa inclusive o carnaval. Como já disse Los Hermanos “Todo carnaval tem seu fim... Deixa eu brincar de ser feliz.”

      

              Portanto, lanço um desafio para neste carnaval em vez de brincar de ser feliz, nos divertir pra valer, pular, jogar confetes, cantar, dançar, namorar, paquerar, encontrar os amigos a fim de que possamos comemorar a vida com autêntica alegria, alegria, alegria.

 

 

 

 

 

 

publicado por sempreemfrente às 01:12 | comentar
07
Fev 12

ONDE ESTÁS, TEMPO?

 

 

       A cada dia estou tendo a sensação de que o tempo está voando.Converso com algumas pessoas e constato que,também,estão tendo a mesma sensação: ‘o tempo está corrido’,‘o ano está passando muito rápido’,‘não estou sentindo o tempo passar’...Mas segundo definições científicas o tempo não flui,ele é.

 

      No entanto, culturalmente, a sua definição é variada de acordo com o enfoque filosófico, religioso ou social.

 

     Não quero me deter nas diversas definições do tempo,mas procurar refletir o quanto,muitas vezes,paramos a nossa vida focando o tempo perdido sem nos dar conta que o passado não existe mais,somente em nossas lembranças.Porém,o que fazer com elas?Como seguir em frente sem olhar para trás?

 

      Acredito que seja importante para o nosso crescimento aprendermos a olhar para trás para valorizarmos cada etapa da nossa vida,cada descoberta, espanto, surpresa, recaída, ganho, fracasso, sucesso, encontro, desencontro, conquista, perda, enfim, valorizarmos nosso tempo.Já dizia Renato Russo “Temos nosso próprio tempo...Não tenho medo do escuro,mas deixe as luzes acesas agora.O que foi escondido é o que se escondeu e o que foi prometido ninguém prometeu nem foi tempo perdido.”

 

     Então, por que, às vezes, insistimos em querer refazer os passos como se pudéssemos recuperar o tempo?

 

     Oh!Tempo, tempo, tempo.

 

     Onde estás, tempo?

 

      Penso que talvez a pergunta pudesse ser o que fazemos com o tempo que nos é dado?Será que ele passa rápido,mesmo ou nós é que não sabemos otimizá-lo?

 

      Oh!Tempo, tempo, tempo.

 

      Onde estás, tempo?

   

      Ele está aqui ou acolá?É finito ou infinito?

    

      A única certeza que temos é que somos mortais e, por isso, lanço o desafio de desejarmos ser humildes e aprendermos com ‘o tempo’ a viver melhor, se possível,sem apegos,rancores,mágoas,invejas,rixas,pirraças para que quando chegar ‘o nosso tempo’ não tenha que ficar olhando para trás com a sensação de que “Devia ter amado mais,ter chorado mais,ter visto o sol nascer.Devia ter arriscado mais e até errado mais.Ter feito o que eu queria fazer...Queria ter aceitado as pessoas como elas são.”(Titãs)

 

      Oh!Tempo, tempo, tempo.

 

      Onde estás, tempo?

                                                                                                                                                  

                  

 

                                                              (Fonte da imagem: www.museutec.org.br)

 

                                                                             

 

 

 

 

publicado por sempreemfrente às 23:39 | comentar
01
Fev 12

ONDE ESTÁ O SEU SONHO?

                                                                                  

                                                                                                                                                                                              

                                                                                                                                                                                                                   

                              

     Sonhar para algumas pessoas é como fotografar o inconsciente, mas como revelá-lo com nitidez?Há várias teorias psicológicas que procuram explicar o sonho, mas não me deterei nestas teorias e, sim, na importância dele em nossa vida.

  

    Já dizia Gonzaguinha “Viver! E não ter a vergonha de ser feliz” Ouso acrescentar:  e de sonhar, pois acredito que a felicidade comunga com a realização do sonho da nossa vida e este sonho não precisa ser algo mirabolante ,porém, realizável.   

  

    Quando conseguimos superar as dificuldades que surgem no caminho para a concretização do nosso sonho, subimos um degrau, requisito básico, para encontrarmos a tal felicidade. De acordo com Martin Luther King “Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.”

 

    Para o psiquiatra Augusto Cury “Devemos ter consciência de que os problemas nunca vão desaparecer nesta sinuosa e bela existência.Podemos evitar alguns, outros porém são imprevisíveis.Mas, os problemas existem para serem resolvidos e não para nos controlar.Infelizmente,muitos são controlados por eles.A melhor maneira de ter dignidade diante das dificuldades e sofrimentos existenciais é extrair lições deles.Caso contrário, o sofrimento é inútil.”

  

    Penso que precisamos aprender a lidar com o imprevisível sem deixar de ter como norte o nosso sonho, pois, senão, nada valerá à pena.

  

    Ir sempre em frente com a cabeça erguida, mirando para onde queremos chegar, respeitando o nosso tempo para aprender, criar, explorar, desenvolver e melhorar, a cada segundo.

  

    Visto que, não somos máquinas prontas,programáveis e perfeitas, precisamos de um tempero indispensável para o nosso aperfeiçoamento: a humildade aliada à constância para realizarmos o nosso sonho. “Vindo o orgulho, virá também a ignomínia,mas a sabedoria mora com os humildes.” (Pr.11,02)

  

    Não tenhamos vergonha ou medo de sonhar, de ser feliz, de cumprir a nossa missão, nossa vocação, nosso projeto de vida porque realizar o nosso sonho, mesmo que para uns ou outros seja banal, é nosso, tem valor, significado, faz parte da nossa história e nos impulsiona , estimula a levantarmos todos os dias, mais fortes, animados, seguros, ousados, corajosos, firmes, humildes, perseverantes e vivos.

   

    Por isso, deixo como indagação: Onde está o seu sonho?

                                                                                                                                   

                                                                                                                                          

                                                                                     (Fonte da imagem:http://wepmaria.blogspot.com)

                                                                                                                                                                                                                                                             

publicado por sempreemfrente às 20:34 | comentar
29
Jan 12

QUAL É A SUA VOCAÇÃO?

                                             (Fonte da imagem:http://wepmaria.blogspot.com)

                                                                                                              

  

      Segundo Regina Sonia Gattas, “O termo vocação tem sido confundido com profissão, embora os dois conceitos sejam bastante diversos, e de origens diferentes  (do latim ‘vocare ’=  chamar e 'professio’ = ocupação habitual) Esta confusão parece-nos consequência de que a vocação, o “chamado” é um impulso, uma necessidade a ser satisfeita, enquanto que a profissão é o que satisfaz essa necessidade”.

        

     Em algum momento da nossa vida já escutamos alguém nos indagar sobre as nossas escolhas profissionais : O que você vai ser quando crescer? Parece que só seremos alguém depois que realizarmos a escolha profissional.

        

     A fase do desenvolvimento na qual realizamos a escolha da nossa profissão é a adolescência. Justamente onde nos encontramos, muitas vezes, confusos, inseguros diante da chegada de um novo mundo cheio de descobertas, conflitos, emoções exageradas, paixões, ideologias, turmas... É neste mundo onde precisamos tomar a grande decisão pela carreira profissional.

        

     Diante de várias opções: satisfação pessoal, vocação, habilidade, sucesso financeiro, prestígio social, mercado de trabalho, realização dos desejos dos familiares, os mitos, preconceitos, entre outras, qual a melhor escolha a fazer?    

        

     Penso que conviver com pessoas que desde cedo nos estimulam a fazer escolhas, acreditar em nosso potencial, ter coragem, a aprender com os erros, não desistir frente às dificuldades, contribui para que, na hora H, a tomada da grande decisão da nossa vida, seja feita de forma coerente com a nossa vocação, o nosso chamado.  

        

     Acredito que a família tem um papel importante neste momento da escolha, pois “É no convívio da família que se formam os conceitos, aspecto extremamente importante quando consideramos a estruturação de um projeto de carreira.” (Tabajara Dias)

          

     Entretanto, todo projeto requer desenvolvimento de algumas etapas e uma delas é o estabelecimento de objetivo. Como identificar e definir este objetivo que faz parte não somente do projeto de carreira, mas do projeto da nossa vida? Considero importante que antes de definirmos qual objetivo, precisamos conhecer-nos, tomar contato com as nossas emoções, nossa história familiar, motivação, cultura, nossos sentimentos e humor porque o conhecimento antecede a escolha.

        

     Assim, responder a pergunta desta matéria não é tão simples como algumas pessoas pregam, pois saber qual é a minha vocação e escolher a profissão que me deixará satisfeito ao ponto de perseverar, mesmo diante das dificuldades ou pressões sociais, buscar outros caminhos, investir, trabalhar, dar a vida, não desistir do chamado é antes de tudo um desafio que nem todos estão preparados para aceitar e encarar.

       

    “Sai de tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai e vai para a terra que eu vou te mostrar.” (Gn.12,01)

          

     E aí, qual é a sua vocação?

         

                                                                                     

                           

         

        

 

 

        

        

 

publicado por sempreemfrente às 18:38 | comentar
25
Jan 12

OU NOS SALVAMOS TODOS OU NÃO SE SALVA NINGUÉM.

(Fonte da imagem:http://projetoreisdaleitura.blogspot.com)                 

                

 

    Considerando o grupo familiar onde se desenvolve a primeira relação do indivíduo, é possível pensar que a compulsão às drogas esteja vinculada com as experiências vividas no sistema familiar.             

               

     Segundo a terapeuta familiar Miriam Schenker, o sistema de relações evolui com o decorrer do tempo. No entanto, o sistema familiar, muitas vezes, demonstra se fixar em uma determinada fase do seu desenvolvimento, apresentando dificuldades em lidar com o crescimento dos seus pequenos bebês. Alguns pais, chegam ao extremo de impedir  o voo da independência de seus filhos, estimulando a dependência deles através de cuidados e proteção exagerados.

    
              Acredito que a droga desempenha um papel importante dentro desse sistema dependente: cegar e anestesiar as diversas dificuldades que existem nas relações entre os familiares. Uma dessas é a transmissão de limites ao outro, pois eles são cobrados de um lugar não conhecido e confirmado. O não é expresso sem ter a certeza e firmeza que será cumprido ou qual o seu significado dentro da dinâmica familiar.          

          

              Será que o comportamento do familiar contribui na recuperação de uma pessoa que apresenta uma relação dependente com a droga?

          

              Compreender os membros e a história familiar ajuda o sistema a perceber o seu papel nesta dinâmica e a contribuição do seu comportamento na recuperação de cada participante que possui, muitas vezes, função imprecisa e sem limite, possivelmente, devido à fragilidade ou medo do encontro com o outro ou do término da relação simbiótica que reflete uma exagerada dependência recíproca.

           

              Entretanto, procurar entender, conhecer, ou mesmo modificar a dinâmica familiar, não é focar quem está dependente, mas, sim, o sistema que usa ruídos e esquemas comunicacionais doentios que facilitam a entrada da droga no ambiente familiar.

          

              Porém, “... Poucas famílias suportam a chaga narcisista que implica considerar-se co-gestoras da “mancha familiar” que representa um dependente de drogas.

        

             É preferível ver o dependente como “a ovelha negra que se extraviou no caminho” ."(Kalina)

         

            Penso, se a ovelha negra se extraviou do caminho está na hora de revermos onde estava o rebanho que não a viu sair ou qual foi a sua contribuição para tal extravio, pois acredito que toda a relação é de mão dupla.

      

           “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?”(Lucas 06,41) 

         

            Mesmo que ninguém possa tomar o remédio por outra pessoa, podemos, sim, contribuir em sua recuperação , estimulando o doente a procurar ajuda, mudar as suas atitudes, repensar as suas relações, entender e perceber o que lhe incomoda e não consegue explicar ou mesmo sentir, aprender a lidar com as suas emoções, contribuir com a recuperação do sentido da vida, colaborar na construção de novas metas e planos, resgatar a pessoa, através de acolhimento, carinho, compaixão, confiança em seu potencial, transmissão de limites e amor.

      
           Por conseguinte, lanço um desafio para todos nós: Investirmos em uma relação autêntica e humanizada, porque Ou nos salvamos todos, ou não se salva ninguém.

                                 

                                              

                              

publicado por sempreemfrente às 20:24 | comentar
19
Jan 12

QUEM NÃO TEM “PECADO” ATIRE A PRIMEIRA PEDRA.

                                                            

                                                                 

   
      O uso das drogas vem, a cada dia, ganhando mais espaço dentro da nossa sociedade, transformando-se em uma das grandes tragédias da humanidade. Estimula-se o uso delas como se fossem o pó-mágicoque irá solucionar de forma imediata todos os problemas enfrentados pelo homem.A sociedade possui valores,crenças,atitudes e comportamentos que influenciam as tendências à compulsão e refletem nas relações sociais.

      

      O consumismo é estimulado e nos é empurrado a todo minuto, através de mensagens diretas ou subliminares, que ter é melhor do que ser.

 

      Nesse mundo consumista, as relações tendem, cada vez mais, a serem frias, apressadas, transitórias e promotoras de desconfiança em relação aos outros. Algumas mensagens são enviadas: Desconfie de todos, Não ponha as suas mãos no fogo por ninguém, adquirir é melhor do que doar, Cuidado! Alguém poderá lhe passar para trás.Plantam a desconfiança entre as pessoas.

 

      Segundo Freud, o pai da Psicanálise, contra o sofrimento que poderá advir de relacionamentos, a defesa mais imediata é o isolamento. Existem, contudo, outros métodos mais interessantes de evitar o sofrimento, aqueles que influenciam o nosso organismo: a substância química.

           

      Crer nessas mensagens é o mesmo que dizer que é mais garantido, seguro, previsível, atraente e prazeroso relacionar-se com “objeto”, pois se ele causar decepção será, logo, descartado.

           

      Para algumas pessoas o uso das drogas é passageiro e não causa prejuízo em sua vida, entretanto, para outras o seu uso tem conseqüências. No CID-10 encontramos alguns transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substâncias psicoativas. Estes transtornos são conseqüência de um processo compulsivo do consumo das drogas, levando a pessoa à síndrome de dependência.

          

     Para o coordenador do Polo de Pesquisa em Psicologia Social e Saúde Coletiva da Universidade de Juiz de Fora, “... o fortalecimento de políticas públicas inclusivas para essa população deve dar-se com o entendimento pela sociedade de que os usuários de drogas são cidadãos que têm direito ao cuidado.

          

     Pelo fato de os usuários ainda serem vistos e vinculados ao tráfico ou a comportamentos criminosos, o uso e a dependência são muitas vezes interpretados como escolhas.”

          

     Acredito que se for para o debate da escolha iremos cair naquela antiga frase: quem nasceu primeiro, foi o ovo ou a galinha?

          

     O dependente das drogas precisa de ajuda familiar, profissional, dos amigos, da igreja, escola, do trabalho, governo, enfim, de todos nós.

          

     Proponho reflexão, debate e análise sobre o assunto, mas mais ação porque o tema pede emergência. Se quisermos uma sociedade mais justa, precisamos enxergar o outro e se não estamos conseguindo, que tal buscarmos ajuda para entender, compreender e aprender a enxergá-lo melhor?   

         

     Creio que as relações são de mão dupla.Não quero me permitir ser ingênua ao ponto de acreditar que o problema, o transtorno e a doença dizem respeito somente do outro. Todos nós contribuímos, direta ou indiretamente, pelo uso do pó-mágico. Quem não tem pecado que atire a primeira pedra.

                                                      

                                                            

                                                                   

                                                                  

 
publicado por sempreemfrente às 19:11 | comentar
18
Jan 12

NINGUÉM MERECE, NÉ?

                                           

                                    (Fonte da imagem: http://noticias.r7.com/saopaulo/noticias/moradores-de-rua-)

 

      

 

 

        Quando vejo uma pessoa deitada na rua sem o mínimo de dignidade social, fico incomodada e uma pergunta vem em minha mente: Ela merece estar marginalizada, rejeitada, estigmatizada, excluída da sociedade?

       

        De um tempo para cá, o substantivo masculino de mérito, circula nos meios de comunicação como um novo paradigma, dando ao governo um perfil mais técnico e com menos trocas entre os aliados políticos.Não tenho o interesse de entrar nesse “mérito” da questão, mas pretendo usar a palavra merecimento como um instrumento facilitador para refletirmos sobre a exclusão social.

       

        No Gama Kuri, merecimento é “s.m 1-Qualidade que torna alguém digno de prêmio, de estima, de consideração. 2-Mérito, valor, importância.”

       

        Será que estar excluído da sociedade é um prêmio que alguém merece ganhar?

        

        Acredito que não. Porém, o que nós fazemos para evitarmos os falsos profetas que proclamam mentiras no nosso meio, nos enganando que tudo melhorou? Precisamos ficar atentos “... Porquanto abusam do meu povo, dizendo: ‘Tudo vai bem’, quando tudo vai mal...” (Ezequiel13,10)

       

        A cada dia vemos o aumento freqüente de indigentes nas cidades e os motivos são diversos: desemprego, dependência química, transtorno mental, falta de moradia... Penso que nenhuma destas pessoas deseja estar onde estão e muita coisa precisa ser melhorada. Inclusive,o prometeísmo que, infelizmente, costuma rondar em algumas bocas da nossa sociedade.

       

       Contudo, concordo que houve alguma melhora “Hoje, graças aos avanços nos processos de socialização da informação, as desigualdades sociais têm sido denunciadas publicamente, tornando-se mais conhecidas e combatidas. Felizmente, as questões sobre exclusão/ marginalização constam das mesas de debates onde são analisadas, buscando-se acabar com as práticas que as produzem e mantêm discriminado e segregando pessoas e populações.”(Rosita Edler Carvalho)

       

        Porém, não sejamos ingênuos em enxergar o mundo pela ótica da Polyana, porque esta visão não nos ajudará a ir em frente e transformar o que está naturalizado e normalizado.

      

        Lanço um desafio para todos nós passarmos a questionar o mundo que nos é apresentado como uma verdade única, buscar entender e transformar o que nos causa incômodo, angústia, medo, raiva, pena, indignação... Deixarmos de acreditar que somos meros espectadores só porque temos um lar, comida, conforto e cobertor.

      

        Que tal contribuirmos com condutas mais humanas para este mundo respirar melhor e viver melhor? Ver uma pessoa  excluída da sociedade e não fazer nada por ela ninguém merece, né?

      

 

                                                                                

 

publicado por sempreemfrente às 00:10 | comentar
13
Jan 12

QUAL É A MELHOR BANDA DO MUNDO?

 (Fonte da imagem:www.abmpdf.com)

  

                                               

                                             

                                                   

   No início do ano, a maioria das emissoras de TV modifica as suas grades lançando novos programas.Alguns, com temas voltados para a vida alheia. Por que será que falar do outro dá ibope?

      

   Nós, seres humanos, muitas vezes, falamos para criticar, julgar e condenar o mundo das outras pessoas. “O exato seria dizer que existe o meu mundo e o teu mundo, que você se move em um e eu no outro.”(José Gaiarsa).

    

   Portanto, somos diferentes. Acredito que o normal é ser diferente. Contudo, insistimos em olhar para fora, muitas vezes,para não viver essa diferença. Ficamos incomodados com ela e somos atraídos para viver a vida do outro.

 

   Atenção!“...É pela obra de suas mãos que o artista conquista a estima; e um príncipe do povo pela sabedoria dos seus discursos; e os anciãos, pela prudência de suas palavras.Um grande falador é coisa terrível na cidade; o homem de conversas imprudentes torna-se odioso."(Eclesiástico9,24-25)

      

   Cuidado com a fofoca! Para Gaiarsa, “No momento da Fofoca, vivemos o fato condenado sem nos comprometermos e sem nos arriscarmos. O protagonista foi o outro. Somos apenas auditórios. Mas estamos experimentando nem que seja tangencialmente, por identificação, aquele pecado contra o estabelecido.”

     

    Entretanto,também, nesta hora, sem perceber, fomos envolvidos por outro referencial que,muitas vezes, não faz parte do nosso mundo e nos perdemos no do outro.Todavia, a troca é super enriquecedora. No entanto, precisamos ter um norte em nossas vidas porque, caso contrário, podemos nos perder e correr o risco de ficar, falando e olhando pela janela da TV do outro, assistindo a banda dele passar “Mas para meu desencanto o que era doce acabou. Tudo mudou de lugar, depois que a banda passou.” (Chico Buarque)

    

    Precisamos ter cuidado para não perdermos a nossa banda e ficar atentos para não deixar de viver a nossa vida, porque como a banda do Chico, ela passa. Vamos valorizá-la, buscar o nosso progresso dia a dia. Que tal começarmos a ter como meta para este ano deixar de focar o outro?Conforme Thomas A.Kempis “Deveríamos ter mais paz se não nos ocupássemos com o que os outros dizem ou fazem.”

     

    Logo, não existe a melhor banda do mundo, mas a nossa banda, minha e sua, com instrumentos, músicas, letras, melodias, ritmos, sons e movimentos diferentes cuja espécie não existe outra.Por isso, vamos procurar tirar o olhar da banda do outro com críticas, julgamentos e fofocas. Ao invés disso, vamos formar um grupo musical bem diferente, mas normal.

   

                                                           

 

publicado por sempreemfrente às 23:57 | comentar
12
Jan 12

AMAR DÁ TRABALHO?

                                           (Fonte da imagem:http://dicasterceiraidade.blogspot.com)

 

 

       Em alguns momentos da nossa vida passamos por dúvidas,incertezas que nos deixam angustiados por não saber explicar ou mesmo encontrar o motivo para tal sentimento.

    

      É nesta hora que se torna fundamental procurarmos um refúgio, uma ajuda, onde possamos “des-cobrir” o que está encoberto para conseguirmos ir em frente, sem medos paralisantes, fantasias ou esconderijos que nos impedem de
alçar um voo maior e seguro.

  

      Quantas vezes desejamos uma coisa, porém fazemos outra. Segundo Albert Camus, “Somos responsáveis por aquilo que fazemos, que não fazemos e que impedimos de fazer.”

    

       Amar dá trabalho e, muitas vezes, não queremos trabalhar, nos responsabilizar, investir e lutar. Vamos à busca de receitas milagrosas e dicas sedutoras  que nos iludem com frases feitas e artificiais.

     

       De acordo com Robert Greene, “Sedução é a melhor forma de exercer poder... Dissimule o seu verdadeiro objetivo – vender a si mesmo – a qualquer custo”.

     

      Será que dissimular, mentir, seduzir, buscar o prazer momentâneo e encobrir a verdade é a melhor forma para amar e ser amado a qualquer custo?

    

      Acredito que amar não só dá trabalho mais é uma decisão “... O amor é um convite a estar com o outro, porque, segundo o sociólogo italiano Francesco Alberoni, ‘é um estado nascente de um movimento a dois; é um querer estar compartilhando alegrias e dores, problemas e soluções com o ser amado’.” (Roberto Shinyashiki e Eliana Bittencourt).

    

      Nós precisamos querer se comprometer com o outro, ter projetos em comum, doar-se sem garantias, ficar feliz em vê a pessoa amada ,chorar junto, renunciar, respeitar o tempo do outro, aceitar a sua imperfeição, pois como disse o filósofo grego Aristóteles “O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.”

  

      Sendo assim, vamos ao trabalho, mãos a obra, arregaçar as mangas, caminhar, lutar, não desistir de amar, ser verdadeiros, conhecer o outro dia a dia,compartilhar, se doar, chorar, rir, oferecer nosso ombro e lembrar que por termos escolhido amar teremos como conseqüência amar, amar, amar... Porque amar dá trabalho.

                      

                                                              

                                         

publicado por sempreemfrente às 12:11 | comentar
11
Jan 12

COMO O PSICÓLOGO PODE AUXILIAR NA PERDA DE ENTE QUERIDO?

                                            (Fonte da imagem:http://socuriosidades.blogspot.com) 

                                                                                                                                                               

            

 

      No dicionário do Aurélio, encontrei vários significados para o verbo perder: ter mau êxito em, esquecer em lugar de que não se tem lembrança, deixar de ver ou de ouvir,deixar de ter...Desde que nascemos passamos pela vivência da perda de um objeto, lugar, escola,amigos, emprego, família, animal e tantas outras mais. Porém, algumas pessoas conseguem lidar melhor com a perda, mas outras não suportam sentirem-se frustradas, derrotadas ou privadas. Então, o que fazer?

           

     Segundo Elizabeth Kübler-Ross, todas as perdas são oportunidades de desenvolvimento. Precisamos perder para ganhar. Nós, humanos, somos feitos de opostos: dor e prazer;alegria e tristeza; ódio e amor; encontros e desencontros; vida e morte. É pura ilusão querermos ter tudo e não perdermos nada.

           

     Infelizmente, muitos pais por amor querem impedir que seus filhos vivam a dor da perda,mesmo que seja de um brinquedo. Eles acreditam que, deste modo, vão protegê-los.Não percebem que ninguém descobre a sua fortaleza, coragem, dentro de quatro paredes ou pisando em almofadas. É preciso estar no mundo cheio de contradições enriquecedoras para se desenvolver e crescer fortalecido, pois no momento em que ocorrer uma perda irreparável como de um ente querido, possa enfrentar ou pedir ajuda para passar por ela sem muitos danos.

            

    O psicólogo pode auxiliar a pessoa a lidar com a realidade da perda, sendo uma pessoa acolhedora,oferecendo um espaço tranquilizador, onde a pessoa possa encontrar uma escuta técnica, empatia, paciência, autenticidade, aceitação ,principalmente, amor pelo ser humano.     

            

    Cada um tem um tempo para elaborar o seu luto pela perda sofrida. Uns tem um luto simples outros traumático. Alguns passam pela fase da negação, da raiva, revolta e depressão.Mas, com ajuda do psicólogo poderá vir a aceitar e aprender que passar por estas fases e que chorar não é ruim, mas, necessário para expressar os seus sentimentos até que se sinta seguro o suficiente para conseguir seguir em frente com saudade, mas seguir sabendo que “... só se tem saudade do que é bom,se chorei por saudade não foi por fraqueza, mas porque amei.” (Nelsinho Corrêa).

            

     Então, não tenhamos medo de amar, doar-se, perder, sofrer, chorar ou mesmo sentir raiva porque tudo isso faz parte da roda da vida. Hoje, podemos estar felizes por que ganhamos, mas amanhã podemos estar tristes porque perdemos um ente querido. O importante é decidir viver e , quando necessário, pedir auxílio para que possamos caminhar nessa roda mais seguros.

                                               

                                                                                   

publicado por sempreemfrente às 22:13 | comentar